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Morte de cidadão negro em supermercado no RS completa 3 meses

A morte de um cidadão negro após ser espancado no estacionamento do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra, reabriu discussões sobre racismo e violência em todo o país. Três meses depois, completados nesta sexta-feira (19), o processo sobre a morte de João Alberto Silveira Freitas segue inconcluso.

A juíza Cristiane Busatto Zardo, da 2ª Vara do Júri, explica que o processo está na fase de citação dos réus. As seis pessoas que respondem por homicídio triplamente qualificado devem ser citadas e apresentar resposta à acusação. Só depois será marcada a audiência.

Caso João Alberto: veja perguntas e respostas
Enquanto isso, a viúva de João, Milena Borges, de 41 anos, busca esquecer aquela noite. Nesta quinta-feira (18), os advogados dela se reuniram pela internet com os representantes do Carrefour para tentar um acordo extrajudicial.

A família pretende articular uma indenização por danos morais e outra por danos materiais, que seria uma pensão mensal vitalícia.Por meio de sua assessoria de imprensa, o Carrefour informou apenas que “a empresa segue oferecendo suporte social, psicológico e financeiro à família e vem avançando nos acordos com os advogados”.

Acordo com Carrefour segue indefinido
Três meses não bastaram para recolocar normalidade nos dias de Milena. No período em que estaria celebrando os primeiros meses de casamento, já que uma cerimônia para oficializar o relacionamento de nove anos estava prevista antes do crime, a cuidadora de idosos precisou cuidar de si.Milena e a filha Stephanye, de 21 anos, voltaram a morar com os pais. Ela recorda do jeito brincalhão e expansivo do companheiro, mas afirma que sente falta mais ainda da postura determinada de João Alberto.

“Ele que tomava a frente de tudo, conversava bastante, era agitado. Sinto falta que ele liderava tudo. Ele que ia pagar as contas, ele que sabia o que comprar”, relembra Milena.

Por enquanto, a empresa custeia um acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Eles enviam um valor mensal para que Milena pague suas consultas médicas.

Fonte: G1


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