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Motorista de Kombi presta depoimento sobre morte da menina Ágatha Félix

O motorista da Kombi em que a menina Ágatha Félix, de 8 anos, estava quando foi baleada chegou pouco antes das 10h desta terça-feira (24) na Delegacia de Homicídios da Capital, para prestar depoimento.

A criança morreu após ser atingida por um tiro nas costas na sexta-feira (20) no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, quando voltava para a casa com a mãe. A família dela e moradores dizem que a bala partiu da polícia, mas a PM diz não haver indicativo da participação de militares no caso.Nesta segunda (23), peritos analisaram, com base nos buracos da bala no estofado do banco do veículo, de que direção veio o tiro. Uma cânula foi usada para simular o trajeto do projétil. Não foi encontrada marca de tiro no porta-malas.

“A informação que eu tenho é [o porta-malas] que estava aberto”, informou José Carlos Soares, que se identificou como dono da Kombi.Polícia tenta descobrir calibre da arma
A Polícia Civil analisa o pedaço de projétil encontrado no corpo da menina, para descobrir o calibre da arma da qual o tiro partiu. Pode ser difícil obter a informação devido ao tamanho do fragmento, segundo os responsáveis pela investigação.

“Dentro de alguns dias, nós já vamos ter essa definição se de fato dá para saber qual é o calibre. Não é de que arma partiu, mas de qual calibre seria aquele projétil ou fragmento. Todas essas perguntas: de onde partiu o tiro, quem atirou, estava tendo confronto ou não, o tiro veio da polícia, o tiro veio do criminoso, tudo isso vai ser esclarecido ao longo da investigação desse inquérito policial aqui da Polícia Civil”, afirma o delegado Daniel Rosa, da Delegacia de Homicídios da Capital.

Debate sobre segurança pública
A morte de Ágatha também é tema do podcast O Assunto desta terça. O programa traz o debate sobre um item do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro: o chamado excludente de ilicitude. Esse dispositivo prevê a redução ou exclusão da pena para quem cometer excesso por “medo” ou “violenta emoção”. O texto não menciona diretamente policiais, mas críticos dizem que os agentes seriam os beneficiados pela mudança na legislação.

Fonte: G1


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