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MP da Rússia não recorre de sentença e Robson deve voltar ao Brasil em até cinco meses

Preso desde fevereiro de 2019 na Rússia, Robson Oliveira, ex-motorista do meia Fernando, deve retornar ao Brasil até o meio do ano. O Ministério Público russo decidiu não recorrer da sentença de três anos aplicada pela Justiça local ao brasileiro, em dezembro do ano passado. A manutenção da pena mínima, com mais da metade já cumprida, abre caminho para que os advogados de Robson possam solicitar uma transferência para o Brasil.A previsão é que todo o processo para que Robson retorne dure de três a cinco meses, cabendo ao governo russo autorizar a saída do ex-motorista de Fernando do país. O processo será tratado entre a diplomacia russa e o Itamaraty. Se a transferência tiver sucesso, Robson poderá cumprir o restante da pena em presídio brasileiro.Em julgamento realizado em dezembro de 2020, Robson foi considerado culpado por contrabando e tentativa de tráfico de drogas por ter levado para a Rússia duas caixas do remédio Mytedom 10mg (cloridrato de metadona) compradas pela família do meia Fernando, ex-seleção brasileira e atualmente no Beijing Guoan – na época, no Spartak Moscou. Ele foi condenado a três anos de prisão.Na ocasião, a sentença foi considerada surpreendente até pela defesa do motorista. No pior cenário, considerando as penas máximas para os crimes, o brasileiro poderia ser condenado a até 25 anos de prisão. Desta forma, a expectativa era de que o Ministério Público recorresse contra a pena, uma vez que a promotoria solicitou 12 anos de detenção para o brasileiro.

Entenda o caso
Robson Oliveira, de 48 anos, é acusado de tráfico internacional de drogas por ter entrado no país, em fevereiro do ano passado, com duas caixas de remédios ( Mytedom 10mg ou cloridrato de metadona) comprados pela família do jogador de futebol Fernando, volante, ex-seleção brasileira e atualmente no Beijing Guoan. De acordo com todos os depoimentos à imprensa – inclusive da família do atleta – os medicamentos foram levados para o país em uma mala que foi entregue fechada a Robson por um funcionário da família, no embarque no Rio de Janeiro. O motorista não sabia que havia na bagagem este medicamento.O verdadeiro dono dos remédios é William Pereira de Faria, sogro do jogador. Ele mora no Brasil e nunca prestou depoimento às autoridades. Seu advogado afirma que o depoimento não foi pedido enquanto ele estava na Rússia e que a justiça do país não aceita interrogatório à distância.

O motorista não sabia da proibição do remédio no país e acabou preso, em março do ano passado. Este remédio seria usado pelo sogro do atleta para amenizar dores na coluna e foi comprado com receita médica endereçada a ele, por um funcionário da família no Brasil.

As informações de que o remédio era de William e não de Robson foram confirmadas pelos advogados da família de Fernando e pelo próprio jogador, em diversas entrevistas ao Esporte Espetacular.

O verdadeiro dono do medicamento, no entanto, nunca prestou depoimento às autoridades russas, nem concedeu entrevista à imprensa. Nos únicos depoimentos prestados à polícia pela família do jogador, dados por Fernando e sua mulher Raphaela, eles afirmam que desconheciam a existência dos remédios e não confirmaram o relato do motorista, que narra que o medicamento fora colocado na mala sem o conhecimento dele.

Fonte: G1


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