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Mulher de SC dá à luz durante coma induzido por causa da Covid-19 e descobre dias depois que filha nasceu

Danúbia Leida, de 38 anos, só conheceu a filha recém-nascida 17 dias após o parto e por vídeo chamada. A advogada de Maravilha, no Oeste catarinense, ficou sedada na unidade de terapia intensiva (UTI) por causa de complicações da Covid-19. O caso ocorreu em outubro do ano passado, mas ganhou repercussão este mês após uma publicação da mãe agradecendo aos profissionais de saúde que cuidaram dela e da filha.

Passado o pior, mãe e filha puderam se conhecer pessoalmente 19 dias depois do nascimento (veja relato no vídeo abaixo). Agora, a menina de quatro meses e Danúbia estão bem, mas sempre que pode, a catarinense alerta amigos, parentes e familiares sobre o perigo do novo coronavírus.

Além de agradecer os profissionais de saúde, Danúbia também destacou a importância da prevenção contra a doença. Hoje ela ainda precisa de cuidados por causa de uma trombose pulmonar, desenvolvida após contrair a doença.

Antes, em novembro, ela já tinha voltado aos hospital para prestar uma homenagem aos profissionais que cuidaram da família e agradecer pessoalmente.

“Eu também não acreditava, nem levada a sério a doença. Tem que se cuidar, a vacina está aí. Temos que usar máscara e álcool em gel. A gente só acredita na realidade e na gravidade da doença quando tem um doente na família”, alerta.

Gravidez e internação por Covid-19
A família não planejava a chegada de Maria Luiza. Danúbia descobriu a gravidez no início do ano passado. Apesar da pandemia de Covid-19, a gestação foi tranquila, segundo ela. Mas no fim de setembro as coisas mudaram quando ela, o marido e a filha mais velha contraíram a doença.”A princípio, eu não tinha sintomas muito fortes, mas uns dias antes de acabar o isolamento, comecei a apresentar uma piora no quadro. Mas todas as vezes que eu ia ao centro de triagem, meu exame dava negativo, ficava em observação e voltava para casa. No dia 6 de outubro eu piorei bastante, tive falta de ar. O raio-x mostrou que o meu pulmão estava bem comprometido”, relembra.

A advogada disse que assim que foi constatada a sua situação, foi realizada uma transferência às pressas para um hospital de Chapecó, também no Oeste. No local, Danúbia piorou novamente e teve quer ser intubada e sedada. Foi então que a equipe médica, com a autorização do marido, resolveu fazer a cesárea. Maria Luiza estava com 35 semanas, ou seja, 8 meses.

Fonte: G1


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