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Paralisação do Guandu foi protocolo emergencial, diz presidente da Cedae

O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Edes Fernandes de Oliveira, classificou como um “protocolo emergencial” o desligamento do sistema Guandu por cerca de 10 horas. A medida foi adotada pela companhia ainda na noite de quinta-feira (21) após reclamações de mudanças no gosto e aparência da água que chega para os consumidores.

Em entrevista ao Bom Dia Rio na manhã desta sexta-feira (22), Oliveira disse que a interrupção do serviço não deve causar grandes impactos e deve ser totalmente restabelecida em até 48 horas, mas moradores relatam falta d’água em vários pontos do Rio e da Baixada Fluminense.A Cedae suspendeu a produção de água no Guandu como uma medida de prevenção para reduzir o problema de alterações no cheiro e gosto identificado em torneiras de consumidores de vários pontos do Rio e da Baixada Fluminense.

O sistema foi desligado pouco depois das 20h de quinta-feira (21) e só voltou a operar pouco antes das 6h desta sexta-feira (22).Análises de qualidade
De acordo com o presidente da Cedae, na terça-feira (19) a empresa iniciou alguns procedimentos operacionais baseados em análises de qualidade para evitar que algas se proliferassem. Ele destacou que a água que chegava aos consumidores estava dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Ainda segundo ele, na quarta (20) foram recebidas duas reclamações em relação ao gosto e odor. Elas aumentaram no dia seguinte, mas medidas preventivas já tinham sido tomadas.

“Nós recebemos um laudo de análise de água da lagoa e percebemos um aumento significativo da quantidade de algas. O protocolo define que sejam tomadas medidas urgentes para evitar que esta água não chegue na estação e depois nas torneiras dos consumidores. Por isso paralisamos a estação imediatamente ontem à noite. Inclusive é o melhor período para esta paralisação porque, durante o dia, o consumo é maior, por isso não foi comunicado previamente à população”, disse Edes Oliveira.

Ele ressalta que serviços prioritários como hospitais, delegacias e escolas receberão caminhões-pipa.

Possibilidade de geosmina
Edes Oliveira destacou que o protocolo foi acionado por conta da possibilidade de haver geosmina na água, uma substância produzida por algas, com cheiro e gosto ruins. Mas somente as análises laboratoriais podem confirmar a suspeita.Condições ideais
A repetição do problema no fornecimento nesta época do ano, segundo Edes, se deve às condições ideais para a proliferação de algas.

De acordo com ele, a quantidade de nutrientes na água, o pouco escoamento e a grande quantidade de luz, características do verão, favorecem o crescimento e multiplicação delas.

A falta de chuva na cidade também colaborou para o problema.

Fonte: G1


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