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Polícia investiga se motorista que atropelou e matou ciclista bebeu antes do acidente e dirigia em alta velocidade

A Polícia Civil investiga se José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, consumiu bebida alcóolica e dirigia acima da velocidade permitida quando atropelou e matou a ciclista Marina Kholer Harkot, de 28 anos, na madrugada do último domingo (8), na Zona Oeste de São Paulo.

O empresário fugiu com seu Hyundai Tucson após o acidente na Avenida Paulo VI, região do Sumaré. Ele não prestou socorro à vítima, que morreu no local. Um motociclista, no entanto, anotou a placa do veículo de José Maria e alertou as autoridades.

Com a repercussão do caso nas redes sociais, a cobertura da imprensa e sendo procurado pela polícia, o motorista se apresentou dois dias depois com seu advogado na delegacia que apura o caso. Ele ficou em silêncio durante o interrogatório. Pelo tempo não era mais possível fazer o exame de dosagem alcoólica nele. Apesar disso, foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor (sem intenção de matar) e fuga do local do acidente, sem prestar socorro à vítima.

No mesmo dia, a polícia encontrou a Tucson no estacionamento ao lado do prédio onde ele morava, no Centro da capital. Ela estava com o para-brisa trincado do impacto da batida na ciclista. A investigação também pediu a prisão preventiva de José Maria, mas como a Justiça ainda não decidiu, ele responde ao crime em liberdade. O empresário, que também não falou com a imprensa, foi chamado de “assassino” por cicloativistas quando deixou o 14º Distrito Policial (DP), em Pinheiros.Por conta da lei eleitoral, nenhuma pessoa pode ser presa cinco dias antes e dois dias depois da eleição, que acontecerá no próximo domingo (15). Exceto em casos de flagrantes.

O que diz a defesa
Ainda segundo o advogado, o motorista não conseguiu enxergar a ciclista. E alegou que o empresário não parou para socorrê-la porque entrou em pânico.

De acordo com o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o homicídio culposo ao volante prevê pena de dois a quatro anos de detenção em regime semiaberto e suspensão ou proibição de dirigir. Essa pena pode ser aumentada em 1/3 se o condutor deixou de prestar socorro à vítima.

O mesmo artigo da lei dos crimes de trânsito informa que, se o motorista dirigir o veículo sob efeito de álcool a pena aumenta: pode ser de cinco a oito anos de reclusão em regime fechado.E desrespeitar o limite de velocidade, atropelando e matando uma pessoa, ainda é um tema discutido na Justiça, mas pode configurar dolo eventual se houver entendimento de que a conduta do motorista foi imprudente, assumindo a possibilidade de causar um acidente.

Investigação
De acordo com a investigação, Marina foi atropelada na última faixa à direita da pista da Avenida Paulo VI. Ela não usava capacete, que é um item de segurança, mas não é obrigatório. E também não estava na ciclovia por ser um lugar escuro com risco de assaltos, segundo testemunhas. Mesmo assim, a ciclista transitava numa via que também é permitida para bicicletas e num local iluminado onde poderia ser vista pelos motoristas, dizem os policiais. O limite de velocidade para veículos nesse trecho é de 50 km/h.

Para a polícia, apesar de a defesa de José Maria negar que o motorista tenha bebido ao dirigir, há a suspeita de que ele tenha consumido álcool, o que é proibido por lei.

Isso porque na quarta-feira (11), o gerente de um estacionamento confirmou à investigação o que havia dito antes à imprensa: que viu o empresário com sinais aparentes de embriaguez. Além disso, Ivan Ribeiro falou que tinha uma garrafa de vinho dentro da Tucson do motorista.Câmeras de segurança gravaram o empresário chegar com mais duas pessoas, um homem e uma mulher, no estacionamento onde deixou o veículo no mesmo dia após o acidente. O local está a cerca de 5 quilômetros de distância de onde ele atropelou Marina.

O estabelecimento fica no Centro da cidade, vizinho ao prédio onde ele morava.

Fonte: G1


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