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RJ confirma cinco casos de variantes da Covid-19 no estado; um é a do Reino Unido

O Estado do Rio de Janeiro já possui pelo menos cinco casos de variantes da Covid-19 — um deles é a do Reino Unido.

Segundo o superintendente de Vigilância Sanitária e Ambiental, Mário Sérgio Ribeiro, o quinto caso confirmado tem a mutação inglesa. Até esta segunda-feira (16), o RJ tinha quatro pessoas com a variante brasileira.

Há três variantes sob a vigilância das autoridades de Saúde do estado.

O coronavírus que mutou no Brasil, catalogado como P.1., foi identificado primeiro em Manaus. Segundo especialistas, é mais transmissível, embora não se tenha confirmação de que seja mais letal.

O estado tem cinco casos:
um em Petrópolis;
um em Belford Roxo;
e três na capital, sendo um deles de paciente vindo de Manaus que está internado no Hospital do Andaraí.
Segundo o governo federal, até a última segunda-feira (15) foram confirmados 170 casos da nova variante em dez estados, entre eles o Rio.

Os pacientes detectados com a nova cepa da doença foram identificados no Hospital de Laranjeiras, na Zona Sul, e no Hospital do Andaraí, na Zona Norte.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves, e o secretário municipal, Daniel Soranz, participam do anúncio.

Ambos negaram a possibilidade de antecipar a segunda dose da vacina contra a Covid-19. “Não anteciparemos a segunda dose a não ser que o Ministério da Saúde tenha alguma orientação”, disse Soranz. “[Seria] Totalmente contrário ao Programa Nacional de Imunização (PNI)”, pontuou Chaves.

Questionado se está faltando coordenação de informações com o Ministério da Saúde, Chaves respondeu: “Acho que está.”

Sem informação de origem
Segundo um laudo da Fiocruz, não há confirmação se a transmissão da mutação brasileira ocorreu em solo fluminense ou se essa amostra é de alguém que pegou a variante em outro lugar e ficou doente no RJ.Segundo a fundação, apenas uma investigação epidemiológica vai apontar a origem do vírus — a cargo das secretarias de Saúde e do Ministério da Saúde.Pacientes de Manaus
Desde o dia 29 de janeiro, o Rio recebeu 57 pacientes com covid vindos de Manaus.

A Defensoria Pública da União e do estado e o Ministério Público Federal e do Rio constataram irregularidades nessa transferência.

Um paciente – que acabou morrendo – ficou internado em duas enfermarias que não atendem casos de coronavírus – uma no Hospital Federal do Andaraí e outra no Hospital dos Servidores, onde duas pessoas testaram positivo pra covid.

O que é uma mutação?
É uma mudança que ocorre de forma aleatória no material genético. Essas alterações ocorrem com frequência e não necessariamente deixam o vírus mais forte ou mais transmissível.

Por isso, pesquisadores acompanham o caminho das transmissões e fazem um mapeamento do material genético no decorrer da pandemia, uma forma de monitorar as versões que realmente merecem atenção.

“Algumas pessoas falam ‘ah, ele [o vírus] fez uma mutação para causar tal doença ou tal forma de se infectar’. Não. Isso não é direcionado”, explica Rute Andrade, bióloga doutora em saúde pública e membro da Rede Análise Covid-19, grupo multidisciplinar de pesquisadores brasileiros que coleta, analisa, modela e divulga dados sobre a doença.”Então, se ele consegue uma modificação ao original que facilite entrar melhor nas células, essa modificação vai dominar em relação às outras e, às vezes, até mesmo ao vírus ancestral”, completa Andrade, que também é e Conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Fonte: G1

 


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