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Reajuste do gás de cozinha não deverá ser repassado para o cardápio em restaurantes

Apesar da Petrobras ter elevado em 8,5% o preço médio do botijão de gás de cozinha vendido às distribuidoras para botijão de 13 kg, o preço na média nacional, sem tributos, nas refinarias da companhia, será equivalente a R$ 25,07 para envase em botijão de 13 kg, a partir de terça-feira (6), e de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os consumidores pagaram em média R$ 68,59 pelo botijão na semana passada, os donos de micro-restaurantes não deverão repassar o aumento para o preço do cardápio. Na semana anterior, esse valor havia ficado em R$ 68,34.

Segundo a Federação das Empresas Revendedoras de Gás Liquefeito do Amazonas (Fegás), no estado, o valor do gás revendido pelas distribuidoras pode chegar até R$ 85. Em Manaus, o valor deve ficar entre R$ R$ 75 e R$ 78.

De acordo com a ex-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), e empresária Lilian Guedes, o reajuste no preço do botijão de 13kg não deverá ser repassado para o preço do cardápio nos micro- restaurantes com até dez funcionários por causa da livre concorrência.

“Acredito que os micro-restaurantes não deverão repassar aos seus clientes o aumento no preço do gás de cozinha para o cardápio. Vários restaurantes desse porte praticam preços que variam de R$ 5,00, R$7,00 e R$ 10,00 e se ocorrer o aumento no preço do prato vai diminuir com certeza sua clientela, consequentemente haverá prejuízos aos proprietários”, destacou a empresária.

A ex-presidente da Abrasel explica que os restaurantes de pequeno, médio e grande porte trabalham com o gás a granel (industrial), abastecidos pelos caminhões-tanques. Somente nesse ano o aumento do gás industrial variou de 16% a 17% com repasse para o cardápio entre 2% a 5%.

O preço nas distribuidoras estava congelado em R$ 23,10 desde julho. Ainda de acordo com a estatal, o aumento ocorre principalmente devido a desvalorização do real frente ao dólar e a elevações nas cotações internacionais do GLP.

As distribuidoras deverão ainda incorporar outros custos como impostos com liberdade para praticar preços, onde o valor do botijão vendido às distribuidoras não é o único determinante com preço final ao consumidor.

Desde quando passou a ter reajustes trimestrais, o botijão acumulou alta de R$ 0,69, ou 2,8% desde janeiro e segundo a estatal, o fator referência para os preços continua sendo a média dos preços do propano e butano comercializados no mercado europeu, acrescida da margem de 5%.

Fonte: Redação/portal


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