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Liceu Claudio Santoro atendeu mais de 12 mil alunos em cursos gratuitos

O Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro atendeu, de 2019 a 2021, um total de 12.280 alunos em cursos fixos gratuitos de dança, artes cênicas, música popular e erudita, artes plásticas e visuais, na capital e no interior do estado. Coordenado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, o Liceu tem por finalidade desenvolver, aperfeiçoar e explorar o talento de crianças, jovens e adultos.

Entre 2019 e 2021, foram 410 cursos fixos disponibilizados gratuitamente aos alunos nas unidades de Manaus, Parintins e Envira, municípios que têm unidades físicas do Liceu.

Na capital, além das salas de aula do Centro de Convenções Prof. Gilberto Mestrinho – Sambódromo de Manaus – sede do Liceu –, as turmas são divididas em outros três polos: Centros Estaduais de Convivência da Família (CECFs) Padre Pedro Vignola e Magdalena Arce Daou; e Centro de Convivência do Idoso de Aparecida.

Entre os cursos ofertados estão desenho, pintura, balé, jazz, bateria, violão, canto lírico, coral, guitarra, flauta, piano, iniciação teatral, teatro musical, entre outros.

De acordo com o maestro Davi Nunes, diretor do Liceu Claudio Santoro, a contribuição do centro de artes na vida dos alunos vai além da formação profissional.

“A nossa missão aqui não é somente profissionalizar artistas, também temos a função social. Nosso trabalho é importante também no âmbito social, porque tira muitas crianças e adolescentes das ruas e aqui eles têm um caminho, um direcionamento. A partir disso, muitos deles seguem o caminho profissional”, apontou o diretor.

Adaptações na pandemia – Durante os períodos mais críticos da pandemia de Covid-19, o Claudio Santoro buscou alternativas para seguir atuando na formação artístico-cultural e na profissionalização de milhares de alunos.

“Os professores inovaram, tiveram que buscar novas formas de trabalho, novas técnicas. Tudo isso foi enriquecedor. O Liceu não parou, o tempo todo traçando novas estratégias, buscando novos direcionamentos de trabalho para que pudéssemos atender os nossos alunos e que, claro, naquele momento em que estava todo mundo dentro de casa, pudéssemos dar uma atividade artística, que era muito importante para os nossos alunos”, destacou o maestro Davi Nunes.

Em 2020 foram exibidas aulas virtuais, e os professores seguiram realizando o acompanhamento, utilizando ferramentas como grupo de WhatsApp e outras redes sociais. Além disso, foram gravados eventos dos grupos artísticos e executadas oficinas on-line por meio do projeto piloto Elos Artísticos.

Em 2021, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa adiou o início das aulas e realizou uma força-tarefa para reformular as metodologias de ensino e adequação das aulas nessa nova realidade digital. Até que, no dia 5 de julho deste ano, ocorreu o retorno das aulas com atividades práticas presenciais.

Mais vagas e novos cursos – A oferta de vagas em 2019 foi de 2.634, distribuídas entre os cursos, uma ampliação de 73% em comparação a 2018. Em 2020 foram mais de 3 mil vagas abertas. Com a pandemia, não foi possível abrir novas vagas em 2021, contudo os alunos matriculados ainda no início de 2020 mantiveram suas vagas.

Entre os cursos novos inseridos na grade de 2019 até agora estão, por exemplo, teatro musical. A atual gestão busca expandir a quantidade de cursos oferecidos na capital como o de ukulele (instrumento musical que apresentava grande procura) e também no interior do estado, a exemplo do curso de violino, que já está em tratativas para ser disponibilizado em Parintins.

Liceu digital – O projeto Liceu Digital foi apresentado durante a terceira reunião do Fórum Estadual dos Secretários e Coordenadores de Cultura, que aconteceu no dia 27 de outubro, em Rio Preto da Eva (a 57 quilômetros de Manaus). O objetivo é expandir o alcance profissionalizante do Claudio Santoro para o interior.

“O Liceu tem uma força muito grande na capital, é um projeto muito forte e importante para a sociedade. Mas essa gestão busca, desde o início, um alcance maior nos nossos municípios, que são ricos culturalmente e o nosso objetivo é potencializar essa cultura”, destacou Davi Nunes.

“Nós, através de muitos estudos e buscas, entendemos que pelo meio digital nós podemos, sim, chegar nos municípios. Nós estamos iniciando de modo piloto este ano, um projeto novo, inovador, temos a adesão de muitos municípios”, ressaltou o diretor, enfatizando que a meta é atender ao menos 30 municípios, por meio do Liceu Digital, até o fim de 2022.

Transformando vidas – Nascido em uma família de músicos, Daniel Marcos Silva toca saxofone e clarinete desde os cinco anos. Aos 19 anos, ele integra a Orquestra de Repertório Popular do Liceu.

“Aqui a gente tem uma oportunidade muito boa, que é de tocar com profissionais da nossa música amazonense. Aqui tem momentos que eles tocam com a gente, se divertem com a gente, compartilham experiências conosco. É um ensino de qualidade e gratuito. Hoje eu posso dizer que o Liceu representa, para mim, maturidade, musicalmente falando”, disse o aluno.

Rian Paz, 16, que toca flauta transversal e está há três anos no Claudio Santoro, revela que desde pequeno sonha em viver da música. E considera que os ensinamentos do Liceu podem impulsionar a realização desse desejo.

“Meu sonho é ser sargento músico, fazer um concurso da Polícia Militar ou do Exército, para poder viver na banda de música. Acho que esse é o meu principal (sonho). Os professores aqui são excelentes, fazem um excelente trabalho. Eu gosto muito do Cláudio Santoro. O que eu sei de música hoje é graças ao Liceu. Aqui foi a base do meu conhecimento musical”, afirmou o jovem.

Fonte: Divulgação


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