A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), da Prefeitura de Manaus, realizou, na manhã desta quarta-feira, 21/10, sessão científica sobre o tema “Hipertensão Pulmonar Persistente no Recém-Nascido”. A atividade foi apresentada pela residente Alice Mattoso, do Programa de Residência Médica em Pediatria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), sob a supervisão do médico pediatra Rodrigo Ferreira.
A hipertensão pulmonar persistente neonatal se deve a um desarranjo da vasculatura pulmonar que afeta os recém-nascidos de termo e pós-termo, e ocorre quando os vasos pulmonares não se dilatam, ou seja, permanecem contraídos após o nascimento, dificultando a oxigenação adequada do sangue. A condição pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave e risco de morte, exigindo suporte intensivo especializado e decisões clínicas imediatas.
A diretora da MMT, enfermeira obstetra Núbia Cruz, ressaltou que o fortalecimento da assistência neonatal de alta complexidade, na Maternidade Dr. Moura Tapajóz, por meio da avaliação de casos clínicos é uma das melhores estratégias para aperfeiçoar a assistência em saúde dentro da unidade.
“Nossa maternidade recebe pacientes transferidos de municípios que não possuem estrutura equivalente para suporte neonatal avançado, então é de suma importância que aperfeiçoemos nossa assistência e estejamos sempre preparados para as mais diversas intercorrências”, destacou a diretora.
Durante a sessão desta quarta-feira, foi feita a apresentação de um caso clínico com desfecho favorável de um bebê nascido na própria Moura Tapajóz. Foram analisados os dados de nascimento, tratamento e evolução do quadro. Na oportunidade, também foi feita uma aula sobre a temática, abordando a fisiopatologia, fatores de risco, aspectos epidemiológicos, métodos de diagnóstico e tratamento.
“Atualmente, ficamos felizes de informar que o bebê se encontra na Unidade de Cuidados Convencionais (UCINCo) da maternidade, em ar ambiente, sem uso de drogas vasoativas ou sedativos, evoluindo cada dia mais e na transição da alimentação via sonda nasogástrica para o seio materno”, informou a diretora Núbia Cruz.
Segundo a enfermeira obstetra e responsável pelo Núcleo de Educação Continuada e Permanente da MMT, Larissa de Almeida, o tratamento exige acompanhamento contínuo de equipe multidisciplinar formada por neonatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros especializados, farmacêuticos e nutricionistas.
“Após o diagnóstico, foi necessário agir imediatamente e garantir monitoramento intensivo e suporte clínico integral durante a recuperação do recém-nascido. Por isso, nosso objetivo é sempre fortalecer o processo de ensino e aprendizagem da modalidade de ensino em serviço, estimulando a capacidade analítica e reflexiva do residente, do interno e também do profissional do serviço que participa das sessões”, concluiu a enfermeira.
Fonte: Divulgação
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