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Nº de focos de queimadas registrados neste ano no AM representa quase 90% do acumulado em 2018

O número de focos de queimadas identificados no Amazonas de 1º de janeiro até esta terça-feira (17) já representa 89,7% do acumulado durante todo o ano de 2018 – que fechou com 11.446 casos. Atualmente, já foram encontrados 10.276 focos ativos no estado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O índice anual pode crescer ainda mais em outubro, mês que entre 2008 e 2018 teve média de 1.612 casos de queimadas.

Os registros de 2019 foram alavancados pelo mês de agosto, que registrou o maior número de focos – mais de seis mil – desde o início dos levantamentos do Governo Federal. Entretanto, os casos contabilizados entre 1º e 9 de setembro levaram o Amazonas a ocupar a sétima posição no ranking de estados que compõem a Amazônia Legal.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) afirma que o mês de setembro costuma registrar aumento de queimadas em toda a região amazônica devido à intensificação da estiagem.

Entre 2015 e 2018, o Amazonas contabilizou 47.723 focos de calor. Foram mais de dez mil registros por ano, segundo os dados do Programa Queimadas.

O acumulado de casos de queimadas no Estado este ano deve aumentar em outubro. Somente em 2018, foram contabilizados 1.725 focos e a média de outubro – nos últimos dez anos – é de 1.612 casos.

2008 – 1156 casos;
2009 – 2409 casos;
2010 – 1137 casos;
2011 – 844 casos;
2012 – 1484 casos;
2013 – 1235 casos;
2014 – 794 casos;
2015 – 2233 casos;
2016 – 1913 casos;
2017 – 1190 casos;
2018 – 1725 casos.

Região Sul
A situação mais crítica ocorre no Sul do Amazonas onde estão os oito municípios com maiores índices de queimadas. Lá, o Governo do Estado opera as ações Curuquetê e Verde Brasil, com apoio do Governo Federal – por meio do Exército Brasileiro -, que enviou mais de 1,3 mil homens para cinco estado da Região Norte. No Amazonas, eles devem permanecer por, no mínimo, 60 dias.

Tanto o Sul do Amazonas, assim como a Região Metropolitana de Manaus, estão em situação de emergência desde o início do mês de agosto. Para o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a maior parte dos casos de queimadas encontrados no Amazonas são causados por pessoas de outros estados.

Influência do desmatamento
As queimadas no Amazonas estão diretamente ligadas ao desmatamento. Em fiscalizações da Curuquetê, vários empreendimentos já foram multados e o valor das autuações ultrapassa R$ 4 milhões.

Somente em Humaitá, uma serraria foi embargada e multada duas vezes seguidas. As autuações foram emitidas pelo Ipaam, que passou a utilizar uma nova tecnologia de cruzamentos de dados e que já possibilitou a identificação de responsáveis por desmatar 99.869,8 hectares no Estado.

Grileiro pede apoio policial
Um relatório da Polícia Federal (PF) apontou que um grileiro procurou a polícia em 2017 para denunciar a ação de invasores em terras da União ocupadas ilegalmente por ele. O foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em junho deste ano após a operação “Ojuara”, que atuou no combate à corrupção e crimes ambientais praticados no interior do Amazonas.

O esquema envolvia também um superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Acre e pecuaristas do município de Boca do Acre, no Amazonas.

Fonte: G1 AM


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