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Presidente das empresas funerárias do Amazonas reivindica o reinício da vacinação dos agentes envolvidos na linha de frente contra a Covid-19

Assim como os agentes integrantes do sindicato das empresas funerárias da capital, os agentes do sindicato do estado do Amazonas, que fazem parte na linha de frente no traslado, retirada de óbitos das câmaras frigoríficas e no atendimento às famílias enlutadas, também cobram o reinício da vacinação contra a Covid-19. Esse foi o protesto através de um pedido do presidente estadual Manuel Viana.

De acordo com o presidente em nota recebida pela Prefeitura de Manaus, onde esclarece que são inverídicas as informações divulgadas na manhã desta quarta-feira (10/2), sobre o início de vacinação contra a Covid-19 de agentes funerários, na atual fase da campanha.

Na nota, a prefeitura esclarece que os nove pontos montados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), seguirão vacinando unicamente pessoas dos grupos prioritários preconizados pelo Ministério da Saúde e definidos em consenso pelas Secretarias Municipais de Saúde do município (Semsa), e do Estado (SES-AM), que são os trabalhadores da saúde e idosos com 70 anos ou mais, idosos acamados e os residentes em áreas rurais e ribeirinhas da capital amazonense, além dos idosos institucionalizados e os indígenas aldeados já vacinados.

Completando ainda a nota, o executivo municipal ressalta que toda e qualquer informação sobre vacinação só é procedente se tiver origem nos canais oficiais da Semsa e prefeitura. Se não estiver nos portais e redes sociais da administração municipal, não é informação oficial.

No final ressalta a nota que o quantitativo de doses recebidas do governo federal é referente às prioridades definidas por cada município, tomando como base o segundo informe técnico do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que em seu Anexo II apresenta a descrição dos grupos prioritários e recomendações para a vacinação.

“É muito importante a vacinação para os agentes funerários. Primeiro porque está no Anexo II, que trata das prioridades tanto quanto dos profissionais da saúde e nós fazemos parte desse grupo prioritário. Estamos enfrentando uma pandemia com mais de 200 óbitos, então nós temos que proteger àquelas pessoas que estão contato direto com pessoas contaminadas, e ainda mais, os atendentes que recebem as famílias que também podem estar contaminadas. Por isso é que esperamos que o secretário municipal e o prefeito tenham a sensibilidade e volte a vacinar os restantes, e nos dois dias que foram autorizados, nós conseguimos vacinar cerca de 50% dos agentes, restando apenas a outra metade”, enfatizou.

No Recife (PE), o sindicato organizou uma manifestação em frente à secretária de saúde e a partir dali foram autorizadas as vacinações dos agentes funerários e observou-se que as equipes de saúde foram até as funerárias para realizar a vacinação. Ainda nesta semana, o governador de São Paulo autorizou que fossem vacinados todos os funcionários do Instituto Médico Legal (IML) e funerárias, ou seja, pessoas que estão na linha de frente e espera-se que Manaus não seja diferente.

Quanto à lista de funcionários enviada pelo presidente do sindicato municipal Fabrício Bandeira de Melo à prefeitura através da secretaria para vacinação dos agentes funerários e devida a sua paralisação, acabou causando surpresa entre os integrantes de ambos os sindicatos. “Acredito que essa paralisação deveu-se ao fato da imprensa ter divulgado e não a prefeitura, por isso foi suspensa”, declarou Viana.

O presidente do sindicato estadual destacou que apesar da suspensão ainda esperam que os agentes funerários sejam incluídos no sexto módulo. “Os agentes funerários estão incluídos nos serviços essenciais que compreende os cemitérios. Quem tem o contato direto e com risco maior é o agente funerário. Ele pega e coloca na urna e isola. A partir desse momento diminui o risco do sepultador, ou seja, o coveiro, que recebe a urna fechada e o perigo de contaminação é menor. Mas os sepultadores também são prioridades e por isso também devem ser vacinados”, completou.


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