- Economia

Amazonas registra abertura de 9 mil empresas durante pandemia

Os empreendedores amazonenses tiveram que reinventar seus comércios nos primeiros meses deste ano com a chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Mesmo com as dificuldades encontradas pelos comerciantes, a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) registrou, de abril a junho deste ano, abertura de mil novas empresas.

Com o isolamento social necessário nos primeiros meses do ano, a população buscou mais informações sobre o que é empreender pela necessidade de gerar renda durante a pandemia de Covid-19, segundo Evanildo Pantoja, economista e analista sênior do Sebrae. “Se tornou necessário buscar nova geração de renda porque muitas pessoas perderam seus empregos ou de alguma forma os empreendimentos ‘normais’ foram prejudicados e as pessoas que estavam em casa buscaram empreender”, disse.

A pandemia se tornou uma grande oportunidade de negócios, mas segundo o economista, é preciso ter cautela e planejamento para reduzir ao máximo os possíveis erros. Para o empresário do ramo de sorvetes, Gustavo Picanço, o momento de desaceleração serviu para que a Gusta + reestruturasse suas lojas e pontos de vendas, além de lançar um novo produto que atingisse o mercado de maneira mais abrangente.

“Nós tivemos que nos reinventar nos três tipos de segmentos da empresa. Na gelateria, tivemos que atender os clientes na porta seguindo todas as regras, no fornecimento dos picolés nós seguimos o cronograma de lançamento e conseguimos lançar um pote de 2 litros para o varejo. Fizemos investimentos também na fábrica, onde colocamos um ponto de venda que antes não existia e trabalharmos também, através de venda online por aplicativos e redes sociais”, disse.

Com o lançamento do novo produto que atingiu todos os grandes supermercados e estabelecimentos, a Gusta + teve um crescimento de 200% em relação ao ano passado, nesse período de verão. “Então, no mês de junho fechamos com 200% de crescimento e em julho estamos fechando com 117%. O clima verão ajudou nesse aumento, mas também na vontade e determinação de continuar”, explicou Gustavo.

Mesmo com as dificuldades encontradas pelos comerciantes, a Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea) registrou de abril a junho, abertura 1.145 novas empresas no estado, período de fechamento do comércio devido à pandemia de Covid-19. Em relação ao ano passado, houve uma queda de 24% no número de constituições de empresas no mesmo período, representando percentual menor do que se estimava para o período de paralisação das atividades econômicas.

Uma dessas novas empresas abertas durante a pandemia de Covid-19 em Manaus, é a Benfeito Feito dos empresários Felipe Pierre e Paloma Pierre, que investiram no ramo de alimentos e doces. “Ficamos sem saber o que fazer na época em que iniciou a pandemia, porque foi o mesmo período que estávamos reformando a loja para inaugurar. Paramos, pensando e organizamos para seguir o cronograma e acelerar tudo para abrir a loja junto com o 3º ciclo de reabertura do comércio”, explicou.

Apesar da loja estar aberta ao pública, muitos clientes ainda preferem antecipar seus pedidos via aplicativos e só passar na loja para buscar. Segundo o empresário, com a pandemia, veio algumas exigências de segurança e higienização que antes não eram tão rígidas, mas que isso, é tão simples diante de ter um comércio fechado. “Todo empreendimento tem riscos, você tem que saber calcular e até onde você consegue chegar. Cada negócio é um risco diferente. No ponto de vista da saúde das pessoas, atualmente é um desafio empreender com essas normas, porque as coisas mudaram e a segurança cobrada e muito maior. Mas, a gente consegue empreender respeitando e seguindo todos os protocolos”, explicou.

O ramo de alimentos ainda é um dos melhores para empreender pelas possibilidades de criação e inovação, apesar de todo o sistema burocrático para abrir uma nova empresa, de acordo com a empresária Paola Pierre, confeiteira da Benfeito Feito. “Tem que focar nas suas metas, ter uma reserva de dinheiro, se planejar, ainda mais que a gente esteve no meio de uma pandemia e creio que, se não fosse nosso planejamento financeiro a gente não teria conseguindo inaugurar, porque a pandemia veio quando estávamos finalizando a nossa obra para inaugurar”, disse.

Fonte: Divulgação


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