- Economia

Apesar de perdas por conta da enchente, produção agrícola cresce 36% em 2019 no AM, aponta IBGE

Apesar das perdas agrícolas decorrentes da enchente dos rios do Amazonas – que acumularam déficit de mais de R$ 60 milhões somente no primeiro semestre deste ano – algumas culturas apresentaram crescimento positivo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção agrícola no Amazonas teve crescimento de 36% em junho deste ano comparado ao mesmo mês de 2018.

A mandioca ocupa o primeiro lugar no ranking de crescimento, saldo de 58,1%. Em 2018, foram 842.180 toneladas e em 2019 foi de 1.331.531.

Em segunda posição, houve o aumento de 25,6% da colheita das oleaginosas, leguminosas e cereais. De acordo com dados do IBGE, em 2018, a safra dos produtos alcançou 32.801 toneladas e em 2019 saltou para 41.207.

Apesar do crescimento positivo, quando comparado ao restante do país, a safra amazonense representa apenas 0,01% da produção nacional, segundo o órgão.

Região Norte
Quando comparado com outros estados da região Norte, a produção agrícola amazonense segue na lanterna. O cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas rendeu produção de 41.207 toneladas neste mês de junho. A liderança é de Tocantins, com 4.404.507 toneladas.

O levantamento se limitou a analisar os produtos algodão (caroço de algodão), amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol,mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale.

A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de toda a região Norte ficou em 9.506.478 toneladas e no Brasil foi de 235.962.358 toneladas somente no mês de junho.

Queda na produção
A pesquisa do IBGE também reafirma quedas de produção de banana e laranja, conforme já divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam).

De acordo com o IBGE, houve redução de produtividade da banana em -10,8%. Já da laranja foi de -6,1%.

Em junho deste ano, as pesquisas do Idam estimaram perdas de R$ 33.422.900,00 na produção de banana. Em seguida, aparece a macaxeira – com prejuízo de R$ 12.352.725,00.

Fonte: Divulgação


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