- Economia

Bolsas da Europa recuam, com projeções negativas para a economia

Os principais índices europeus terminaram a terça-feira (7) em baixa, pressionados por um movimento de realização de lucros após os ganhos consistentes da véspera, e pela divulgação de indicadores e projeções econômicas que apontam para uma recuperação longa e difícil da economia global.

O índice Stoxx 600 Europe encerrou o dia em queda de 0,61%, aos 368,96 pontos. O índice FTSE 100, de Londres, perdeu 1,53%, fechando o dia aos 6.189,90 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, recuou 0,92%, a 12.616,80 pontos. Em Paris, o CAC 40 cedeu 0,74%, encerrando aos 5.043,73 pontos. Os índices de Milão e Madrid fecharam em queda de 0,10% e 1,44%, respectivamente.

Hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse que o desemprego nos países desenvolvidos atingirá o nível mais alto desde a Grande Depressão ao fim deste ano e não deve retornar aos níveis pré-crise até 2022.

O relatório foi divulgado ao mesmo tempo em que a Comissão Europeia reduziu sua projeção para o desempenho da atividade econômica da zona do euro em um ponto percentual, prevendo uma contração de 8,7% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

“Mostra quão difícil será o retorno à normalidade”, disse Carsten Brzeski, economista-chefe da zona do euro no ING. “Após a flexibilização das medidas de bloqueio, as empresas estão mostrando mais dificuldades que os consumidores.”

Já a produção industrial alemã avançou 7,5% em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira, mas frustrou a expectativa dos analistas, que esperavam um avanço de 11,1%.

“Alguns investidores realizaram lucros após o rali de ontem”, disse Sebastien Galy, macro estrategista da Nordea Asset Management, à Dow Jones Newswires. “Isso não é ajudado pela decepção vista na produção industrial da Alemanha, quando a Alemanha tosse, todo mundo fica resfriado”, afirmou.

O setor bancário, que teve a maior valorização setorial no rali de ontem, registrou a maior queda nesta terça, ao recuar 1,21%. As maiores perdas foram observadas nas companhias britânicas, com o HSBC recuando 3,30% e o Standard Chartered em queda também de 3,30%.

As ações britânicas, de maneira geral, apresentaram desempenho pior em relação a seus pares do continente. A queda mais acentuada está relacionada aos ganhos da libra em relação ao dólar que, no início da tarde desta terça, avançava 0,69% ante a moeda americana, negociada a US$ 1,2574. Como o FTSE 100 é composto, em boa parte, de empresas exportadoras, uma alta da moeda britânica normalmente é desfavorável ao índice.

Fonte: Divulgação


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