- Economia

Bovespa opera em alta e renova patamar recorde, puxada por Vale e Petrobras

O principal indicador da bolsa brasileira, a B3, opera em alta nesta segunda-feira (7), acima de 92 mil pontos, puxado pela Vale e Petrobras, em sessão positiva para as commodities no exterior, renovando o patamar recorde, em meio a expectativas positivas relacionadas à economia brasileira com o novo governo e com perspectivas favoráveis sobre a economia e juros nos EUA.

Às 11h52, o Ibovespa subia 0,54%, a 92.334 pontos. Veja mais cotações.

Destaques
Vale estava entre as maiores altas do Ibovespa, acompanhando o movimento dos preços do minério de ferro na China, após flexibilização da política do banco central chinês e com a esperança de que Pequim e Washington possam fechar um amplo acordo comercial.

Petrobras se valorizava, seguindo a alta nos preços do petróleo, em especial do Brent, ampliando o rali de recuperação das mínimas de 18 meses registradas em dezembro, com o apoio dos cortes de produção da Opep.

Itaú Unibanco e Bradesco avançavam, assim como o Banco do Brasil, em sessão com posse do novo presidente-executivo do banco de controle estatal, Rubem Novaes. O BTG Pactual disse estar otimista com o setor para 2019.

Eletrobras era destaque de queda, em um segundo dia de ajustes, após forte valorização entre o final de 2018 e o começo de 2019. Apenas nos dois primeiros pregões deste ano, as preferenciais da elétrica de controle estatal acumularam um ganho de 21,41%.

Cenário externo e local
A alta também é apoiada em notícias da última sexta-feira, notadamente dados de emprego dos Estados Unidos e comentários do titular do banco central norte-americano, que corroboraram apostas de que a economia norte-americana segue saudável e que o Federal Reserve adotará um tom moderado no processo de aperto monetário.

Nesta segunda-feira, as atenções estão voltadas para encontro entre autoridades da China e EUA para tratar de questões comerciais.

Da cena doméstica, desdobramentos do novo governo seguem no radar, particularmente o detalhamento da reforma da Previdência a ser apresentada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao presidente Jair Bolsonaro, aguardado para esta semana.

Para a equipe do BTG Pactual, destaca a Reuters, a perspectiva para a bolsa segue favorecida pelo nível de alocação em ações, que se encontra muito baixo e com elevado potencial para aumentar, além de crescimento orgânico vindo da agenda liberal do novo governo, segundo nota da área de gestão de recursos a clientes.

Altas consecutivas
De acordo com a Reuters, nos cinco pregões anteriores, o Ibovespa acumulou alta de 7,88%, tendo na sexta-feira (4), no melhor momento da sessão, atingido 92.701,36 pontos recorde intradia.

Desde o começo do ano, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira tem renovado máximas. Do dia 28 de dezembro, último pregão de 2018, quando fechou no patamar de 87 mil pontos, o Ibovespa saltou para 91 mil pontos em 2019 e fechou nesse patamar nas últimas três sessões.

Na sexta-feira, o Ibovespa subiu 0,3%, aos 91.840 pontos. Na primeira semana do ano, o índice ganhou 4,61%.

Nova composição
A B3 divulgou a nova carteira teórica do Índice Bovespa que vai vigorar desta segunda-feira a 3 de maio, com base no fechamento do pregão de 4 de janeiro. A prévia do Ibovespa registrou a entrada de 65 ativos de 62 empresas.

Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice foram: Itauunibanco PN (10,801%), Vale ON (10,774%), Bradesco PN (8,570%), Petrobras PN (7,208%) e Petrobras ON (5,015%)

Fonte: Globo esporte

 


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