- Economia

China suspende importações de carne bovina de unidade da Minerva Foods por uma semana

O governo da China informou nesta quarta-feira (30) que um frigorífico de carne bovina da Minerva Foods, localizado em Barretos, interior de São Paulo, terá suas importações suspensas por uma semana a partir desta quinta-feira (1º).

A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) não explicou os motivos da suspensão. De acordo com o boletim, as importações serão retomadas automaticamente após o vencimento do período, no dia 8 de outubro.

Procurada, a Minerva Foods disse que não vai comentar a decisão. O Ministério da Agricultura também foi questionado, mas, até a última atualização deste texto, não respondeu.

Suspensão de frutos do mar
Na semana passada, a China também suspendeu por uma semana as importações de pescados e frutos do mar da empresa brasileira Monteiro Indústria de Pescados Ltda. O prazo de embargo termina no sábado (3).

Neste caso, o motivo apontado pelo governo chinês foi a presença do coronavírus na embalagem de uma das cagas recebidas no país.

“Foram coletadas, de forma aleatória, 19 amostras de pescados, mas em apenas uma delas, especificamente na embalagem primária, foi detectado o vírus. Não houve, no entanto, a liberação de laudo laboratorial pelas autoridades chinesas”, disse o Ministério da Agricultura do Brasil à época.

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), cujos integrantes têm na China um mercado crescente que responde por até 30% dos embarques nacionais, avaliou o caso como algo isolado, e que ainda carece de confirmação.

Carne de frango
A China já afirmou ter detectado coronavírus em outras embalagens de produtos brasileiros. No dia 13 de agosto, a prefeitura de Shenzhen disse ter encontrado rastros do vírus em um controle de rotina de frango importado do Brasil. O lote pertencia à unidade da cooperativa Aurora, em Xaxim (SC).

Dias depois, em 20 de agosto, a própria cooperativa suspendeu temporariamente os embarques de carne de frango da planta de Xaxim para os chineses, até que o episódio seja totalmente esclarecido.

Na ocasião, o governo brasileiro afirmou que as autoridades sanitárias de “Shenzhen não souberam informar se os achados se referiam apenas à detecção do material genético do vírus ou ao vírus ativo, nem foram capazes de dar mais informações sobre o suposto achado”.

Fonte: G1


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