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CVM suspende oferta de debêntures da Petrobras após CFO da empresa se manifestar na mídia

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou na sexta-feira (30) a suspensão de oferta de debêntures da Petrobras , alegando que a empresa infringiu regra do mercado que proíbe companhias durante períodos de oferta pública de papéis de se manifestarem na mídia.

A decisão, que vale por até 30 dias, foi tomada após a diretora de relações com investidores da Petrobras, Andrea Almeida, ter participado de entrevista promovida pela XP Investimentos, uma das coordenadoras da oferta.

Durante a entrevista, a executiva da Petrobras comentou as estratégias da atual gestão da empresa e, ao fim, recomendou a investidores que comprem ações da companhia, projetando boas perspectivas à frente.

“Eu acho que a gente tem uma oportunidade brilhante aí no mercado…comprem a ação”, afirmou Almeida, citando ainda acreditar que a petroleira vai cumprir as metas do seu plano estratégico.

Segundo a CVM, a suspensão poderá ser revogada se as irregularidades apontadas forem devidamente corrigidas. Caso contrário, o pedido de registro da oferta será indeferido.

A Petrobras aprovou em julho uma emissão de debêntures no montante inicial de R$ 3 bilhões para financiar a exploração e produção de campos de petróleo e gás e fortalecer seu caixa. A emissão prevê até três séries, com vencimento em setembro de 2029, setembro de 2034 e setembro de 2026.

‘Medidas cabíveis’
Ainda na sexta, a Petrobras afirmou que “está tomando as medidas cabíveis para reverter” a suspensão determinada pela CVM. Em comunicado a estatal disse que tentará retomar a oferta e que “está avaliando as consequências no cronograma”, prometendo manter o mercado “devidamente informado sobre ajustes que se fizerem necessários”.

A companhia ainda esclareceu que “investidores que já tenham aderido à oferta, se assim desejarem, terão o prazo de cinco dias úteis para desistir do investimento”.

Em seu comunicado, a Petrobras destacou que “o investidores deve basear sua decisão de investimento na documentação da oferta” e em informações divulgadas pela companhia ao mercado, “desconsiderando informações por parte de seus representantes”.

Segundo a companhia, esse comentários “podem conter impressões pessoais não adstritas a aspectos técnicos e sem apresentar aos potenciais investidores os riscos inerentes aos valores mobiliários emitidos”.

Fonte: G1


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