- Economia

Dólar opera em alta aguardando decisões de política monetária no Brasil e exterior

O dólar opera em alta nesta terça-feira (23), com mercados aguardando as decisões de política monetária de importantes bancos centrais mundiais nesta semana e na próxima.

Às 10h53, a moeda norte-americana subia 0,81%, vendida a R$ 3,7674. Veja mais cotações.

No dia anterior, a moeda norte-americana caiu 0,21%, a R$ 3,7377.

Cenário externo
Agentes financeiros concentravam as atenções nas decisões de política monetária que estão por vir, a começar pelo Banco Central Europeu. Há expectativa de que o BCE corte 0,10 ponto percentual em sua principal taxa de juros na quinta-feira.

Na próxima semana, o Federal Reserve deve cortar a taxa de empréstimo norte-americana em 0,25 ponto percentual e, no mesmo dia, o Banco Central do Brasil divulga sua decisão de política monetária.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.

No exterior, o dólar também se valorizava um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes do Congresso chegarem a um acordo sobre uma extensão de dois anos ao limite da dívida, amenizando preocupações sobre um possível déficit do governo.

Também havia razoável otimismo atrelado à disputa comercial entre EUA e China, após Trump se reunir com executivos de sete empresas de tecnologia e aceitou o pedido deles para conceder licenças pontuais do Departamento de Comércio para a chinesa Huawei, segundo a Casa Branca.

Cenário local
No panorama doméstico, os investidores se atentam para o anúncio da liberação das contas do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), que deve frustrar as expectativas do mercado de uma injeção de ânimo na economia, com possível limite de saque a R$ 500 por conta neste ano.

“Acredita-se que o potencial de incentivo econômico a ser gerado não terá um grande impacto e, consequentemente, não levará a possíveis revisões para cima a respeito do crescimento do PIB brasileiro de maneira relevante”, afirmou a corretora H.Commcor, em nota.

Ainda na cena local, o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,09% em julho, ante previsão de alta de 0,14% em pesquisa da Reuters.

Conforme disse a Coinvalores em nota, a leitura contribui para que “apostas em torno de uma postura mais agressiva do Copom” ganhem fôlego, citando também que o menor impacto da liberação do FGTS para a atividade também corrobora a percepção de que o Copom dará início ao ciclo de corte da Selic no próximo dia 31.

Fonte: G1


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