- Economia

Dólar opera em alta com exterior após Fed reafirmar planos para alta de juros

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (9), acompanhando o mercado externo, depois que o banco central dos Estados Unidos reafirmou sua postura de política monetária na véspera e com os investidores à espera de novidades sobre a equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro e sobre a reforma da Previdência.

Às 11h31, a moeda norte-americana subia 0,32%, vendida a R$ 3,7509.

Na véspera, o Federal Reserve (BC dos EUA) manteve os juros entre 2 e 2,25%, afirmando que o “mercado de trabalho continuou a se fortalecer e… a atividade econômica tem crescido em um ritmo forte”, deixando intacto seu plano de continuar a elevar juros gradualmente, segundo a Reuters. Alta de juros nos EUA tendem atrair para o país dinheiro hoje aplicado nos países emergentes.

“Neste panorama residem os temores de mercados emergentes e da China… O ciclo natural de liquidez se volta aos EUA com o aperto monetário e, ao financiar a maior economia global, ‘secam’ as opções aos outros países”, escreveu o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira.

O dólar operava em alta ante a cesta de moedas e perto da máxima de 16 meses após o Fed. Também subia ante as divisas de países emergentes, como o peso chileno e a lira turca.

Depois das eleições parlamentares nos EUA do início da semana, quando os democratas conquistaram maioria na Câmara dos Deputados dos EUA, começou a crescer a avaliação de que os juros poderiam subir menos no país, já que o presidente Donald Trump teria mais dificuldades de implementar medidas, como por exemplo, novo corte de impostos, facilitando o controle da inflação pela autoridade monetária.

Internamente, os investidores seguem ansiosos por novidades sobre a equipe de governo, sobretudo sobre o comando do Banco Central, e ainda sobre a reforma da Previdência, de acordo com a Reuters.

Na véspera, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou que “não é” o fim do mundo aprovar a reforma da Previdência no ano que vem, lembrando que este é o prazo com que trabalha o mercado e salientando que o impacto da reforma nas contas públicas aumenta com o passar do tempo.

“A derrota do futuro governo com o aumento dos gastos (aprovação do aumento dos ministros do STF e do Rota 2030 com incentivos a montadoras) para os próximos anos mostrou que a nova cara técnica do futuro governo Bolsonaro precisa ter ‘malícia’ para negociar com o Congresso”, avaliou à Reuters o chefe da mesa de renda fixa de uma corretora estrangeira.

Ele se referia ao aumento do salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal e à medida provisória que institui um novo regime tributário para o setor automotivo, o Rota 2030.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 13,6 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de dezembro, no total de US$ 12,217 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No dia anterior, a moeda norte-americana fechou a R$ 3,7383. No ano, o dólar acumula alta perto de 13%.

Fonte: G1


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