- Economia

Dólar opera em alta e bate 3,94 reais

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (5), em meio à forte aversão a risco nos mercados externos depois que o iuan rompeu a marca de 7 por dólar diante do recrudescimento de tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

Às 12h54, a moeda norte-americana subia 1,27%, vendida a R$ 3,9410. Veja mais cotações. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,9471.

Na sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 1,15%, a R$ 3,8914 – maior patamar de fechamento do dólar desde 17 de junho (R$ 3,8981). Na semana passada, acumulou alta de 3,17%. Em 2019, acumula ligeira alta de 0,44%.

A China deixou o iuan romper o nível de 7 por dólar nesta segunda-feira pela primeira vez em mais de uma década, num sinal de que o país está disposto a tolerar mais fraqueza no câmbio.

“O mercado está todo pautado pelo exterior. Essa atuação do banco central da China ao permitir a desvalorização do iuan é um sinal de resistência no conflito com os EUA”, disse à Reuters Camila Abdelmalack, economista-chefe da CM Capital Markets.

Na ausência de qualquer outra novidade, o clima de aversão a ativos de risco e a fuga para ativos de maior segurança tendem a se estender ao longo de todo o pregão, completou Camila.

A desvalorização da moeda chinesa vem dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, surpreender os mercados financeiros ao prometer impor tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares restantes das importações chinesas a partir de 1º de setembro.

O índice MSCI de moedas emergentes renovou as mínimas de 2019 e sofria a maior queda diária desde junho de 2016.

Já o índice do dólar – fortemente influenciado pelo movimento de divisas de outros mercados desenvolvidos, como euro e iene – mostrava queda de 0,39%, a 97,694.

Do front doméstico, o BC realiza nesta sessão leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento outubro de 2019.

Investidores também se preparam para a retomada dos trabalhos no Congresso após o período de recesso parlamentar. A expectativa é que as pautas econômicas, especialmente a votação em segundo turno da reforma da Previdência, ocorram ao longo desta semana.

Fonte: G1


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