- Economia

Dólar opera em alta e chega a bater 4,19 reais com noticiário sobre Trump e incerteza comercial

O dólar opera em alta nesta quarta-feira (25), atingindo máximas em quase um mês, em dia negativo para ativos de risco no exterior diante de incertezas políticas nos Estados Unidos e de sinais de caminho ainda difícil para um acordo comercial entre EUA e China.

Às 12h41, a moeda norte-americana subia 0,12%, vendida a R$ 4,1740. Na máxima até o momento chegou a R$ 4,1946 – maior cotação intradia desde 27 de agosto (R$ 4,1948). Considerando dados de fechamento, a máxima histórica foi alcançada em 13 de setembro de 2018 (R$ 4,1952). Veja mais cotações.

No acumulado no ano, a alta frente ao real já chega a 8%. Na véspera, o dólar fechou praticamente estável, em queda de 0,05%, cotado a R$ 4,1692.

Estrategistas do Credit Suisse veem potencial de o real testar novamente as máximas históricas (o maior valor intradia já registrado foi no dia 24 de setembro de 2015, quando o dólar chegou a R$ 4,2484), argumentando que a mudança recente do discurso do Banco Central, que tem sinalizado novos cortes na taxa básica de juros, segundo a Reuters.

A previsão da maior parte do mercado, até o momento, é de que a taxa deve cair para 5% ao ano até o fechamento de 2019, mas há há bancos projetando uma redução maior, para 4,5% ao ano, o que indica que o diferencial de juros com os Estados Unidos deve recuar ainda mais, o que pode levar a uma maior saída de capital estrangeiro do país, especialmente de fundos especulativos, em busca de melhor remuneração.

Impeachment contra Trump e guerra comercial
No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,41%, enquanto moedas emergentes se depreciavam, em meio à percepção de aumento de incerteza política nos EUA depois que a Câmara dos Deputados do país afirmou que iniciará um inquérito formal de impeachment contra o presidente Donald Trump. A acusação é de que ele violou a lei ao tentar recrutar um poder estrangeiro para interferir a seu favor na eleição de 2020.

O temor de investidores é que Trump perca mais capital político, o que eventualmente dificultaria um acordo comercial com a China ou mesmo novo aumento de gastos pelo governo dos EUA um ano antes das eleições presidenciais, destaca a Reuters. Já o impeachment de Trump é visto pelo mercado como muito pouco provável, tendo em vista que o Senado americano é controlado pelos republicanos, partido do presidente.

A questão sobre o comércio com a China também afetava os mercados nesta sessão, após, na véspera, Trump um discurso considerado duro, no qual fez críticas explícitas a práticas comerciais chinesas.

Nesta quarta, Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China e conselheiro de Estado, reagiu dizendo que Pequim não tinha intenção de “jogar Game of Thrones no cenário mundial”, mas alertou Washington a respeitar sua soberania, e disse esperar resultados positivos nas próximas negociações.

Cenário local
Do lado doméstico, investidores seguiam atentos ainda ao noticiário sobre a reforma da Previdência. A votação do parecer do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as emendas apresentadas à reforma da Previdência, prevista para ocorrer na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi adiada novamente, desta vez para a semana que vem.

“Quanto mais você jogar para frente essa questão da Previdência, pior. O mercado precisa que isso se resolva o mais rápido possível e rapidez não parece fazer parte dos planos dos parlamentares”, afirmou À Reuters Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

Nesta sessão, o BC vendeu todos os us$ 580 milhões ofertados em moeda física e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados – nos quais assume posição comprada em dólar.O dólar opera em alta nesta quarta-feira (25), atingindo máximas em quase um mês, em dia negativo para ativos de risco no exterior diante de incertezas políticas nos Estados Unidos e de sinais de caminho ainda difícil para um acordo comercial entre EUA e China.

Às 12h41, a moeda norte-americana subia 0,12%, vendida a R$ 4,1740. Na máxima até o momento chegou a R$ 4,1946 – maior cotação intradia desde 27 de agosto (R$ 4,1948). Considerando dados de fechamento, a máxima histórica foi alcançada em 13 de setembro de 2018 (R$ 4,1952). Veja mais cotações.

No acumulado no ano, a alta frente ao real já chega a 8%. Na véspera, o dólar fechou praticamente estável, em queda de 0,05%, cotado a R$ 4,1692.

Estrategistas do Credit Suisse veem potencial de o real testar novamente as máximas históricas (o maior valor intradia já registrado foi no dia 24 de setembro de 2015, quando o dólar chegou a R$ 4,2484), argumentando que a mudança recente do discurso do Banco Central, que tem sinalizado novos cortes na taxa básica de juros, segundo a Reuters.

A previsão da maior parte do mercado, até o momento, é de que a taxa deve cair para 5% ao ano até o fechamento de 2019, mas há há bancos projetando uma redução maior, para 4,5% ao ano, o que indica que o diferencial de juros com os Estados Unidos deve recuar ainda mais, o que pode levar a uma maior saída de capital estrangeiro do país, especialmente de fundos especulativos, em busca de melhor remuneração.

Impeachment contra Trump e guerra comercial
No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas subia 0,41%, enquanto moedas emergentes se depreciavam, em meio à percepção de aumento de incerteza política nos EUA depois que a Câmara dos Deputados do país afirmou que iniciará um inquérito formal de impeachment contra o presidente Donald Trump. A acusação é de que ele violou a lei ao tentar recrutar um poder estrangeiro para interferir a seu favor na eleição de 2020.

O temor de investidores é que Trump perca mais capital político, o que eventualmente dificultaria um acordo comercial com a China ou mesmo novo aumento de gastos pelo governo dos EUA um ano antes das eleições presidenciais, destaca a Reuters. Já o impeachment de Trump é visto pelo mercado como muito pouco provável, tendo em vista que o Senado americano é controlado pelos republicanos, partido do presidente.

A questão sobre o comércio com a China também afetava os mercados nesta sessão, após, na véspera, Trump um discurso considerado duro, no qual fez críticas explícitas a práticas comerciais chinesas.

Nesta quarta, Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China e conselheiro de Estado, reagiu dizendo que Pequim não tinha intenção de “jogar Game of Thrones no cenário mundial”, mas alertou Washington a respeitar sua soberania, e disse esperar resultados positivos nas próximas negociações.

Cenário local
Do lado doméstico, investidores seguiam atentos ainda ao noticiário sobre a reforma da Previdência. A votação do parecer do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as emendas apresentadas à reforma da Previdência, prevista para ocorrer na terça-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi adiada novamente, desta vez para a semana que vem.

“Quanto mais você jogar para frente essa questão da Previdência, pior. O mercado precisa que isso se resolva o mais rápido possível e rapidez não parece fazer parte dos planos dos parlamentares”, afirmou À Reuters Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

Nesta sessão, o BC vendeu todos os us$ 580 milhões ofertados em moeda física e negociou ainda todos os 11.600 contratos de swap cambial reverso ofertados – nos quais assume posição comprada em dólar.

Fonte: G1


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