- Economia

Dólar opera em alta e volta a se aproximar de 3,90 reais

O dólar opera em alta nesta sexta-feira (22), e se aproxima do patamar de R$ 3,90. O mercado continua atento ao cenário político após a prisão do ex-presidente Michel Temer e à tramitação da reforma da Previdência depois de o governo ter encaminhado a proposta de reestruturação do sistema dos militares.

Às 13h51, a moeda norte-americana subia 2,52%, negociada a R$ 3,8967. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 3,8992. Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,03, sem considerar a tributação de IOF.

O mercado de câmbio era pressionado também pelo cenário de maior cautela no exterior depois de dados fracos na Europa alimentarem temores de uma desaceleração econômica global. A indústria da Alemanha contraiu pelo 3º mês seguido em março.

Na véspera, o dólar comercial subiu 0,98%, vendido a R$ 3,8009. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,8371.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 14,5 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de abril, no total de US$ 12,321 bilhões.

Cenário local e externo

Na Alemanha, maior economia do bloco, a atividade industrial recuou pelo terceiro mês consecutivo em março, com o PMI Composto alcançando a menor leitura desde junho de 2013, reacendendo os temores em relação a um desaquecimento global ainda maior.

Os títulos alemães de 10 anos operavam em território negativo pela primeira vez de outubro de 2016, destaca a agência Reuters..

Internamente, a semana termina com cautela renovada sobre a reforma da Previdência, após as prisões do ex-presidente Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco na véspera, com preocupação por eventual rescaldo no Congresso atual.

As prisões dos emedebistas no âmbito da Lava Jato somaram-se a um mau humor que já vinha desde quarta-feira, quando a proposta de reforma da Previdência dos militares entregue pelo governo ao Congresso mostrou uma previsão de economia muito abaixo do esperado e desagradou parlamentares.

Ainda prevalece a percepção entre investidores de que a reforma será aprovada eventualmente, mas crescem as dúvidas sobre quão tumultuada será essa tramitação, destaca a Reuters.

“Seguimos otimistas e acreditamos no avanço da agenda reformista no Brasil, que vemos como transformacional. Entretanto, antecipamos volatilidade, com um duro processo de negociação adiante para a reforma da Previdência, e uma série de riscos que podem aumentar a tensão”, afirmaram profissionais da XP Investimentos em nota.

Fonte: G1


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