- Economia

Dólar sobe e Ibovespa cai após euforia com 1º turno

O dólar fechou em alta de 0,70% nesta quarta-feira (7), cotado a R$ 5,0105. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,67%, aos 204.452 pontos, após operar em alta nos primeiros negócios do dia.

A oscilação refletiu a tentativa dos investidores de manter os ganhos após forte alta dos mercados com o primeiro turno das eleições, enquanto os mercados globais operam com maior cautela.

O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira a ata da reunião de setembro, quando elevou os juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O documento trouxe mais detalhes sobre a discussão entre os dirigentes e ajudar o mercado a avaliar se o ciclo de alta pode continuar e qual será o próximo passo do Fed.

Por aqui, a nova etapa de discussão da PEC pelo fim da escala 6×1 continuou no radar. A expectativa é que sejam três sessões seguidas no plenário para debater o tema, que pretende reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garantir dois dias de descanso remunerado por semana.

Veja quais setores poderão ter escalas diferentes e as profissões que podem ficar de fora

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) disse ontem que pretende usar a nova composição do Congresso para propor mudanças na Constituição caso seja eleito. O partido ampliou sua bancada, mas uma alteração constitucional exige o apoio de três quintos dos deputados e senadores.

A declaração veio após a reação positiva dos mercados ao 1º turno. A bolsa subiu e o dólar caiu, mas economistas alertam que o otimismo pode perder força sem medidas concretas.

Na agenda econômica, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) de setembro. Também saem o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza hoje dois leilões para exploração de petróleo e gás em diferentes áreas do país. No primeiro, três empresas e dois consórcios arremataram sete dos blocos ofertados.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Dólar

Acumulado da semana: -4,60%;
Acumulado do mês: -3,84%;
Acumulado do ano: -9,35%.

Ibovespa

Acumulado da semana: +7,13%
Acumulado do mês: +10,45%;
Acumulado do ano: +27,73%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Eleições 2026
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno, disse que pretende aproveitar a maioria de seu grupo político no Congresso para mudar a Constituição, caso seja eleito.

Durante evento em Goiânia, após receber o apoio de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, o candidato afirmou que quer eleger um aliado para a presidência da Câmara e usar essa composição para promover as mudanças, mas não especificou quais pontos da Constituição pretendia alterar.

Nesta quarta-feira (7), Flávio explicou que a declaração sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se referia a propostas que já defendeu, como a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.

O candidato disse que essas mudanças teriam de ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e afirmou que pretende agir com “ponderação” e respeito à Constituição.

A reforma do Judiciário e a redução da maioridade penal já aparecem entre suas propostas.

Para aprovar uma mudança na Constituição, é preciso apresentar uma PEC, que passa por dois turnos de votação na Câmara e no Senado e precisa de pelo menos três quintos dos votos em cada Casa — 308 deputados e 49 senadores.

A Constituição também estabelece limites às mudanças, como a proteção às chamadas cláusulas pétreas, que incluem direitos e garantias individuais, voto direto e secreto e a separação dos Poderes.

Na segunda (5), o mercado reagiu com forte alta após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula. Economistas, porém, alertam que o otimismo pode ser passageiro, diante da falta de propostas concretas para as contas públicas e dos desafios políticos para aprová-las.

Entenda por que o mercado reagiu tão bem a Flávio, quais são as expectativas para as contas públicas e o que pode fazer essa euforia durar — ou acabar. (Leia a matéria completa).

Bolsas globais
As bolsas de Nova York recuaram nesta quarta-feira, após S&P 500 e Nasdaq atingirem máximas históricas, em meio à alta dos juros dos Treasuries e do petróleo.

O mercado também aguarda a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve para obter pistas sobre os próximos passos dos juros.

No fechamento do dia, Dow Jones recuou 0,69%, o S&P 500 caiu 0,23% e o Nasdaq perdeu 0,24%.

Na Europa, as ações dos grandes bancos europeus caíam forte, pressionadas pela alta dos juros e do petróleo. O movimento aumentou o temor de que a inflação volte a subir e dificulte a redução dos juros.

O índice que reúne os principais bancos europeus recuou 3,5%. A queda era superior a 4% entre ações de bancos como Societe Generale, Deutsche Bank, UniCredit e Intesa Sanpaolo.

A alta dos juros também pode causar perdas aos bancos que têm títulos públicos em suas carteiras. Além disso, aumentou a preocupação com países mais endividados da Europa e com possíveis impactos no mercado imobiliário.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta quarta-feira, com petróleo acima de US$ 100 por barril por conta da guerra e pressão sobre ações de tecnologia, inteligência artificial e biotecnologia.

O aumento do petróleo preocupa investidores por conta dos riscos de oferta ligados ao conflito no Oriente Médio e a uma tempestade nos Estados Unidos.

Nikkei, de Tóquio, caiu 0,92%; o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,62%; Kospi, de Seul, perdeu 1,98%.

O Taiex, de Taiwan, caiu 0,03%; o Straits Times, de Cingapura, recuou 1,58%; e o S&P/ASX 200, de Sydney, teve baixa de 0,09%. Já a bolsa Xangai permaneceu fechado por feriado.

Fonte: G1


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