Empresa terá cerca de 60 dias para apresentar um plano de recuperação aos credores. Depois, começam as negociações que vão definir como e em quanto tempo as dívidas serão pagas.
O Grupo Gennius, controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall, entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), com dívidas de R$ 265,2 milhões.
O pedido foi aceito na terça-feira (25) pela Justiça de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim.
Em nota, a empresa afirmou que a medida faz parte de seu processo de reestruturação financeira, “com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo”.
“As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades”, afirmou.
O grupo atua no Brasil há quase 40 anos e possui 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall.
Quais são os próximos passos da recuperação judicial?
Depois que a Justiça aceita o pedido de recuperação judicial, é nomeado um administrador para acompanhar e fiscalizar a empresa. Nesse momento, também começa a fase de elaboração do plano de recuperação, que será apresentado aos credores.
Segundo o advogado e doutor em direito civil Vanderlei Garcia Junior, a fase de reorganização é uma das etapas mais delicadas do processo. Em geral, a empresa tem cerca de 60 dias corridos, contados da publicação da decisão, para apresentar esse plano.
“Essa etapa é fundamental para identificar quem são os credores, que tipo de dívida cada um tem — como trabalhista, sem garantia ou com garantia — e o peso de cada grupo nas decisões que serão tomadas ao longo do processo”, explica.
O plano de recuperação precisa ser viável na prática. A empresa deve explicar de forma clara as causas da crise, as medidas para reorganizar suas operações e como pretende pagar, renegociar ou reorganizar suas dívidas.
Além disso, o plano pode detalhar outras medidas que a empresa pretende adotar para melhorar as contas, como a venda de ativos, o fechamento de unidades ou mudanças na estrutura societária.
“Esse plano não é apenas um documento formal, mas um compromisso legal e financeiro que a empresa assume com seus credores”, afirma Garcia Junior.
Fonte: G1
There is no ads to display, Please add some







