- Economia

Ibovespa opera em baixa, com inflação americana e reunião da CMN no radar

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera em baixa nesta quinta-feira (16), puxada por uma queda nas ações da Petrobras e de empresas varejistas. Hoje o mercado aguarda a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) e repercute dados econômicos dos Estados Unidos.

Às 12h25, o índice caía 0,80%, aos 108.726 pontos. Veja mais cotações.

No mesmo horário, os papéis da Petrobras recuavam cerca de 0,10%, enquanto as varejistas Via e Magazine Luiza caíam mais de 4% e mais de 3%, respectivamente.

No dia anterior, o índice avançou 1,62%, aos 109.600 pontos. Com o resultado, o Ibovespa passou a acumular alta de 1,41% na semana. No mês e no ano, no entanto, ainda acumula perdas de 3,38% e 0,12%, respectivamente.

 

O que está mexendo com os mercados?
O mercado espera pela primeira reunião do CMN no novo governo, em meio à possibilidade de que sejam discutidas mudanças para elevar as metas de inflação, depois do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticar a meta atual.

Em contrapartida, tanto Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil (BC), quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já disseram que essa revisão não está na pauta da reunião de hoje, o que tranquilizou os investidores no começo deste pregão.

O BC e o atual governo viveram alguns dias de tensão, com críticas do presidente Lula ao atual patamar da Selic, taxa básica de juros, hoje em 13,75% ao ano. Acenos de Campos Neto, no entanto, acalmaram a situação. O dirigente do BC disse que é justo o Executivo questionar o patamar elevado dos juros e que é trabalho do BC esclarecer e melhorar a comunicação em meio a esse debate.

No cenário internacional, investidores repercutem a divulgação dos dados de inflação ao produtor nos Estados Unidos, que subiu 0,7% em janeiro, contra projeção de 0,4%.

Analistas do BTG Pactual, destacam que, ontem, “dados mais fortes do varejo e indústria mostraram que a demanda continua resiliente”, o que pode continuar pressionando o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) a manter as taxas de juros elevadas durante um tempo mais longo.

“O mercado externo segue refletindo os dados do payroll e do índice de preços ao consumidor, que associados aos dados de vendas no varejo irão exigir que o FED mantenha a postura “hawkish”, e sinalizam uma trajetória mais longa e duradoura para o ciclo de alta de juros, a fim de trazer a inflação para a meta”, afirma Leandro De Checchi, analista de Investimentos da Clear.

Juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, que são considerados os mais seguros do mundo. Isso prejudica os ativos de risco, como o mercado de ações.

Fonte: G1


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