- Economia

IGP-M: inflação do aluguel acelera alta para 1,95% na 1ª prévia de março

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,95% na primeira prévia de março, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na leitura realizada no mesmo período de fevereiro, o índice havia registrado taxa de 1,92%. Com o resultado, a taxa em 12 meses passou de 28,17% para 29,83%.

De acordo com André Braz, coordenador dos Índices de Preços, os acréscimos registrados nas taxas dos grupos bens finais (0,21% para 1,62%) e bens intermediários (2,34% para 5,32%) revelam o espalhamento das pressões inflacionárias, antes concentradas no grupo matérias-primas brutas (4,45% para 0,46%).

“Os aumentos nos preços do diesel, de 3,32% para 18,90%, e da gasolina, de 11,18% para 15,48%, também contribuíram para o avanço das taxas de bens finais e intermediários”, afirma.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.

Composição do índice
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60% no IGP-M, registrou avanço de 2,33% no primeiro decêndio de março, contra 2,54% no mesmo período do mês de fevereiro;
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, passou de 0,19% no primeiro decêndio de fevereiro para 0,79% no primeiro decêndio de março.
O Índice de Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% no IGP-M, teve alta de 1,24% na primeira prévia de março, contra 0,6% no mesmo período do mês de fevereiro.
No Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), os destaques de alta são:

preços dos Bens Finais subiram 1,62% em março, após variar 0,21% em fevereiro – principal contribuição partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -2,81% para 0,16%.
preços dos Bens Intermediários passaram de 2,34% para 5,32% – avanço influenciado pelo subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 1,15% para 14,04%.
No Índice de Preços ao Consumidor (IPC), os destaques de alta são:

Transportes (0,96% para 3,38%), com destaque para gasolina, cuja taxa passou de 2,88% para 10%.
Habitação (-0,21% para 0,11%), com destaque para tarifa de eletricidade residencial (-2,48% para -0,31%)
Saúde e Cuidados Pessoais (-0,20% para 0,20%), com destaque para artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,29% para 0,07%)
Vestuário (-0,08% para 1,05%), impulsionado por roupas (-0,05% para 0,57%)
Alimentação (-0,04% para 0,16%), com destaque para frutas (-0,60% para 0,72%)

Fonte: G1


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