- Economia

Índices da Ásia e Europa têm forte queda com iuan rompendo marca de 7 por dólar

Os índices acionários chineses encerraram em queda nesta segunda-feira (5), com as ações de Hong Kong mostrando a maior queda entre os mercados da região, em meio a renovados temores sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China após o iuan romper a marca de 7 por dólar pela primeira vez na década. Os índices acionários europeus se juntaram à queda dos mercados globais.

O índice de Hong Kong declinou 2,9%, para seu menor nível desde janeiro, já que a cidade tem enfrentado grandes perturbações, com uma greve geral paralisando partes do centro financeiro asiático.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,91%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 1,62%, para o menor patamar desde 22 de fevereiro.

A China deixou o iuan romper o nível de 7 por dólar nesta segunda-feira pela primeira vez em mais de uma década, num sinal de que o país está disposto a tolerar mais fraqueza no câmbio, o que poderia inflamar ainda mais um conflito comercial com os Estados Unidos.

A forte queda de 1,4% no yuan vem dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, surpreender os mercados financeiros ao prometer impor tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares restantes das importações chinesas a partir de 1º de setembro, quebrando abruptamente um breve cessar-fogo na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Europa
Os índices acionários europeus se juntavam à queda dos mercados globais nesta segunda-feira, fortemente pressionados por ações ligadas a commodities, à medida que a ansiedade sobre o conflito comercial entre a China e os Estados Unidos enfraqueceu o iuan para além da marca de 7 por dólar pela primeira vez em uma década.

Às 8h22 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 2,08%, a 1.458 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 2,05%, a 370 pontos.

A queda do STOXX se somava ao recuo de 2,5% na sexta-feira, seu pior dia até agora em 2019, com operadores abrindo mão de seus investimentos em ações para apostar em ativos seguros, como títulos do governo.

O último impulso para as vendas generalizadas veio da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada de impor tarifas de 10% sobre outros 300 bilhões de dólares em importações da China, encerrando de forma abrupta uma trégua de um mês nas relações comerciais entre os dois lados.

As ações ligadas à commodities absorviam a maior parte do impacto, recuando 3%, com o iuan “offshore” tocando seu nível recorde, o que tornava caro para o maior consumidor de cobre do mundo comprar metais denominados em dólar.

Com a intensificação da guerra comercial dando à China menos razões para manter a estabilidade do iuan, analistas disseram que esperam que a moeda continue enfraquecendo.

“O fato da China ter permitido que o iuan caísse tanto sugere que o país asiático está usando isso como uma ferramenta contra os EUA, porque se o iuan estiver fraco, isso provavelmente impulsionará os exportadores da China”, disse David Madden, analista da CMC Markets.

O índice FTSEurofirst 300 tinha queda de 2,07%, a 1.458 pontos.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuava 2,24%, a 7.240 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caía 1,75%, a 11.665 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdia 2,13%, a 5.245 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib tinha desvalorização de 1,46%, a 20.739 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrava baixa de 1,22%, a 8.789 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizava-se 1,12%, a 4.848 pontos.

Fonte: G1


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