- Economia

Inflação da construção ganha força em setembro

A inflação da construção civil ganhou força em setembro deste ano, segundo o Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O custo nacional da construção, por metro quadrado, ficou em R$ 1.209,02 frente a R$ 1.191,8 em agosto. Do total, R$ 645,56 são relativos aos materiais e R$ 563,46 à mão de obra.

Inflação oficial atinge maior patamar para setembro desde 2003

Os materiais ficaram mais caros e registraram o maior índice da série com desoneração (2,55%), iniciada em 2013. Já a taxa da parcela da mão de obra, com dois reajustes observados, foi 0,20%, subindo 0,11 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,09%) e caindo 0,27 ponto percentual em relação a setembro de 2019 (0,47%).

O preço dos materiais acumula alta de 6,59% no ano e da mão de obra, 1,85%.

Variação por regiões

A alta dos materias e o acordo coletivo no Pará fizeram a região Norte registrar a maior variação mensal (1,81%).

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,62% (Nordeste), 1,33% (Sudeste), 1,06% (Sul) e 1,52% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.221,08 na região Norte, R$ 1.127,78 no Nordeste, R$ 1.258,43 no Sudeste, R$ 1.255,02 no Sul e R$ 1.208,09 no Centro-Oeste.

O gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, diz que, considerando os estados, os custos em Sergipe dispararam e no Rio de Janeiro, desaceleraram.

“Um dos destaques é Sergipe, que teve os custos da mão de obra estáveis, mas com uma alta de 5,27% na parcela de materiais. No agregado das duas parcelas, o estado ficou com alta de 2,91%, a maior dentre todas as unidades da federação. Em contrapartida, o Rio de Janeiro, com uma alta de 0,41%, apresentou uma desaceleração da taxa que em agosto havia sido 0,59%. O grupo de materiais, cuja taxa em agosto fora de 1,19%, em setembro caiu para 0,85%, com a mão de obra se mantendo estável nos dois meses no Rio de Janeiro”, afirma Oliveira.

Fonte: R7


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