- Economia

Inflação para idosos acelera no terceiro trimestre de 2020

A inflação da terceira idade acelerou no terceiro trimestre na comparação com o segundo trimestre, segundo o IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), divulgado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta terça-feira (13).

Os itens que mais pesaram no bolso dos idosos foram a gasolina, a energia elétrica, as carnes de boi e as passagens aéreas.

O indicador registrou taxa de 1,93% frente a -0,03% no segundo trimestre do ano. Cinco das oito classes de despesa que formam o índice aceleraram no período analisado.

O que ficou mais caro
O grupo Transportes teve a maior contribuição, com taxa passando de -2,93% para 2,89%. A gasolina teve papel de destaque e foi o item que mais influenciou o comportamento da classe. O item variou 8,64% no terceiro trimestre, depois de recuar mais de 10% no período anterior.

Vale destacar também a tarifa de eletricidade residencial, que subiu 3,91%; a passagem aérea, 49,67% mais cara; as carnes bovinas, agora 8,25% mais pesadas no bolso dos idosos; e os cigarros, com alta de 1,51%.

Além desses itens, produtos e serviços ligados a Habitação (1,72%), Educação, Leitura e Recreação (4,65%), Alimentação (2,74%) e Despesas Diversas (0,86%) também estão mais caros.

O que ficou mais barato
Em contrapartida, produtos e serviços dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais e Vestuário permitiram um pequeno alívio na conta dos idosos.

Nestas classes de despesa, vale citar os itens: médico, dentista e outros e as roupas, que ficaram 1% mais baratas.

Inflação oficial
Enquanto a inflação da terceira idade marcou 4% nos últimos 12 meses, a inflação oficial medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ficou em 3,14%. Portanto, os preços de produtos e serviços para os idosos subiram em rimo mais acelerado que para a população em geral.

O IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos (R$ 1.045 até R$ 41,8 mil).

O IPC-3i mede o impacto da inflação da cesta de consumo para famílias compostas majoritariamente por pessoas com mais de 60 anos.

Fonte: R7


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