- Economia

Pequeno investidor já pode comprar ações da Apple, Amazon e Microsoft

Os pequenos investidores brasileiros finalmente poderão ampliar sua carteira, comprar ações de companhias estrangeiras e “ser sócios” de empresas como Apple, Amazon e Microsoft, a partir desta quinta-feira (22).

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou as últimas mudanças no Regulamento para Listagem de Emissores e Admissão à Negociação de Valores Mobiliários da B3 (bolsa de valores brasileira), o que permitiu a liberação.

Até então, os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), certificados negociados na B3 que representem ações de empresas estrangeiras ou ETFs negociados em um “mercado reconhecido”, somente podiam ser comprados por investidores qualificados, aqueles com mais de R$ 1 milhão em patrimônio investido, ou por profissionais do mercado financeiro.

A autorização para compra dos BDRs entrou em vigor em 1º de setembro, mas precisava de uma regulamentação da B3 para que fosse possível estabelecer o conceito de “mercados reconhecidos”.

Posteriormente, a bolsa de valores avaliará a inclusão de outras bolsas estrangeiras como “mercados reconhecidos”.

Entre as exigências da B3 para a inclusão das companhias, estão: volume mínimo de negociação, divulgação contábil e a exigência de que o ETF seja listado em um país que tenha celebrado acordo de cooperação com a CVM.

O investidor terá 670 opções de BDRs lastreados em grandes companhias, segundo o diretor de relacionamento com clientes da B3, Felipe Paiva.

“Chegou a tão esperada data para que os BDRs possam ampliar a carteira de investimentos da pessoa física, possibilitando a aquisição de ações internacionais. Esse movimento leva o mercado de capitais brasileiro para um novo patamar, tornando-o ainda mais forte e abrangentes”, afirma Paiva.

De acordo com a B3, o BDR “é uma alternativa para diversificação de portfólio, pois ele pode ser acessado de forma simples, pelos sistemas das corretoras, sem a necessidade de mandar dinheiro para o exterior e sem a preocupação com a conversão do câmbio”.

O investidor não será tributado pelo IOF e não terá custos para enviar dinheiro ao exterior.

Investir em BDRs exigem conhecimento, diz especialista
Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), destaca que os BDRs são mais indicados para os investidores qualificados.

É um investimento que exige mais conhecimento sobre o mercado financeiro, acrescenta Oliveira, porque tem risco.

“O investidor estará comprando ações de empresas internacionais que passam por toda a volatividade e os riscos do mercado financeiro.”

OIiveira diz que as negociações de BDRs são positivas e trazem benefícios para o mercado brasileiro, porém, exigem cautela do investidor como qualquer aplicação.

Fonte: R7


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