- Economia

Preocupação com política de preços pesa sobre ações da Petrobras, dizem analistas

“Nosso cenário básico ainda é que a Petrobras permanecerá livre para definir preços e em breve começará a ajustá-los. Dito isso, os riscos de inflação e greves de caminhoneiros obviamente também aumentam o risco de que uma solução ‘fácil’ possa ser considerada”, disseram analistas do BTG.

A XP investimentos foi na mesma linha, dizendo acreditar que “o mercado pode ter reagido de forma exagerada às notícias”.

“Em primeiro lugar, embora os preços da gasolina e diesel da Petrobras estejam abaixo das referências internacionais, notamos que isso só é aconteceu nos últimos 6 dias (desde 7 de janeiro), o que não acreditamos ser um período significativo para formar conclusões sobre a política de preços da Petrobras”, escreveram os analistas em relatório na noite de quarta-feira.

A equipe da XP também citou que órgãos do governo não teriam identificado grande risco de uma greve geral de caminhoneiros em fevereiro.

Segundo os cálculos do BTG, a Petrobras estaria vendendo gasolina no mercado doméstico a preços 21% abaixo da paridade de importação, enquanto o diesel estaria com desconto de 14%, após uma recente alta nos preços internacionais do petróleo.

Na entrevista ao Valor, o presidente da Petrobras negou que a estatal esteja segurando reajustes e disse considerar insinuações nesse sentido uma “ofensa profissional” e ele e à equipe econômica do governo.

“O controle de preços já foi remetido ao museu de armas ineficazes no combate à inflação”, disse ele, de acordo com o jornal.

Nesta quinta-feira, as ações preferenciais da Petrobras operavam em alta de 0,45% por volta das 13:20 (horário de Brasília), contra avanço de 0,85% do Ibovespa, enquanto o petróleo Brent recuava cerca de 0,9%.

Fonte: Msn

 


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