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Bolas de três, mudança na regra e ritmo frenético: entenda os altos placares na NBA

Além de jogadores de peso como LeBron James e Kawhi Leonard estreando por novas equipes, a temporada 2018-2019 da NBA, a liga americana de basquete, tem sido marcada também por outra atração: um vendaval ofensivo responsável por altos placares. Trata-se de uma tendência recente, nascida na temporada 2011-2012, e que tem se mantido firme nessa década. Na atual temporada as equipes estão com uma média de 112.3 pontos por jogo, 6.0 a mais que na temporada passada, considerando a mesma parcela de jogos disputados.

Caso mantenham esse ritmo até o fim da fase regular, as equipes atingirão a maior média de pontos por jogo das últimas cinco décadas. Na temporada 1970-1971, a média de pontos por jogo das equipes foi de 112.4. A cultura da valorização dos arremessos para três pontos, a nova regra do cronômetro para rebotes ofensivos e o ritmo cada vez mais acelerado são alguns dos principais fatores que contribuem para o fenômeno.

Desde a temporada 2011-2012, a média de pontuação das equipe da NBA vem em plena crescente. No entanto, essa alta sempre se manteve entre 2 e 3 pontos de oscilação entre uma temporada e outra. Apenas citando dois exemplos recentes, da temporada 2015-2016 para 2016-2017, o aumento foi de 2.9 pontos. Já de 2016-2017 para 2017-2018, foi de apenas 0.7.

Na atual temporada, as equipes já atingiram a marca de 130 pontos 20 vezes. Em toda a temporada passada, isso aconteceu 64 vezes. Caso esse festival ofensivo siga com fôlego, a marca de 64 jogos na temporada passada pode ser batida até o fim de novembro. Até a rodada dessa terça-feira (30/10), nenhuma das 30 franquias ficou abaixo da média de 100 pontos por jogo. Quatro habitavam a casa dos 120 pontos, e 20 a casa dos 110 de média. Confira na tabela, alguns dos placares que contribuíram para o “boom” das médias de pontos entre as equipes.

Os maiores placares da NBA em outubro

Jogo Data
New Orleans Pelicans 149 x 129 Sacramento Kings 19/10
Golden State Warriors 149 x 124 Chicago Bulls 29/10
Golden State Warriors 144 x 122 Washington Wizards 24/10
San Antonio Spurs 143 x 142 Los Angeles Lakers 22/10
Dallas Mavericks 140 x 136 Minnesota Timberwolves 20/10
Cleveland Cavaliers 136 x 114 Atlanta Hawks 30/10
Detroit Pistons 133 x 132 Philadelphia 76ers 23/10
Memphis Grizzlies 131 x 123 Cleveland Cavaliers 20/10
New Orleans Pelicans 131 x 112 Houston Rockets 17/10
Golden State Warriors 124 x 123 Utah Jazz 19/10
Portland T. Blazers 128 x 119 Los Angeles Lakers 18/10

Festival de bolas de três, mudança na regra e ritmo frenético
Tamanha explosão ofensiva na atual temporada não é mero acaso. A valorização da cultura dos arremessos da linha dos três pontos, o ritmo ofensivo cada vez mais dinâmico apoiado em formações “baixas” e a redução do cronômetro de 24 para 14 segundos após um rebote ofensivo são os principais protagonistas dessa nova realidade. Entenda como cada um desses fatores reflete na avalanche de pontos ao fim das partidas:

O temporal das bolas para 3 pontos
A cultura da valorização do arremesso para três pontos está no auge. Nessa temporada, até a rodada de segunda-feira (29/10), as equipes vinham tentando em média, 31.8 arremessos de três pontos. Para que se tenha uma ideia dessa evolução, na temporada passada a média de foi de 29.0, e na temporada 2015-2016, pouco antes do “boom”, 24.1.

À medida que a criação de espaços em quadra se torna uma obsessão, as oportunidades para atiradores abertos na linha de 3 pontos se multiplicam. Os jogadores têm abraçado a tarefa de se especializarem nesse atributo, inclusive os “de garrafão”. Para que uma equipe seja competitiva, é fundamental um plano de jogo baseado nos arremessos de longa distância. Uma tendência que não irá perder força tão cedo.

Ritmo forte impulsionado por mudança na regra
Outra tendência responsável pela alta dos placares é o aumento do ritmo, que na NBA é medido pelo número de posses de bola que as equipes têm nas partidas. Nessa temporada, as equipes têm tido em média, 101.4 posses por jogo. Um aumento de 4 posses em relação à temporada passada. Na temporada 2012-2013, as equipes tiveram em média “apenas” 93.9 posses por jogo. Na prática, a febre das formações com times mais baixos e dinâmicos, dá oxigênio ao jogo de transição, em que os lances são definidos mais rapidamente, gerando mais posses de bola.

A mudança na regra em que o cronômetro, ao invés de voltar para os 24 segundos, recomeça a partir dos 14 segundos, certamente tem tido peso no aumento do ritmo dessa temporada, uma vez que as equipes acabam definindo as jogadas em menos tempo após um rebote ofensivo.

Banquete para talentos ofensivos
Stephen Curry, Blake Griffin, Kevin Durant, Damian Lillard, Klay Thompson e Kemba Walker. O que esse grupo tem um comum? Todos eles tiveram uma partida de 40 pontos pelo menos uma vez nessa temporada. Griffin, Thompson e Curry já quebraram a barreira dos 50. E claro, em meio a esse festival ofensivo, alguns jogadores sem tanta grife puderam entrar na casa dos 35 pontos em pelo menos uma partida nessa temporada. Alguns exemplos são Kyle Kuzma (Lakers), Nikola Mirotic (Pelicans), Trae Young (Hawks). O “boom” ofensivo na NBA é uma realidade que não será freada tão cedo.

Fonte: Globo esporte


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