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Brasil define futuro no Mundial masculino contra a eliminada – e limitada – China

Depois de ficar em situação delicada e respirar no Mundial masculino de vôlei, o Brasil ao menos tem o alento de pegar o lanterna do Grupo B no encerramento da primeira fase. Com a obrigação de vencer para seguir com chances de terminar na liderança, a seleção encara a China, time do principal pontuador do campeonato, mas que até agora não venceu nenhum jogo na Arena de Ruse.

As duas equipes se enfrentam às 11h (horário de Brasília), e o SporTV começa a transmissão com o pré-jogo meia hora antes. O GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real

Jiang Chuan fez 77 pontos em quatro partidas e está em terceiro na lista de maiores pontuadores, atrás apenas do cubano Miguel Suarez e do portorriquenho Maurice Torres, que já jogaram cinco vezes – curiosamente as três seleções estão eliminadas do Mundial. Na Liga das Nações ele havia se destacado como maior pontuador, com 273 pontos, 58 a mais do que o brasileiro Wallace, o segundo colocado na lista.

Além do oposto, a China tem pouco a oferecer. Apesar de ser comandada pelo experiente Raul Lozano, da Argentina, o grupo é muito jovem e pouco rodado, principalmente devido a um sistema arcaico do voleibol local.

Enquanto o Brasil conta com a Superliga, um dos campeonatos mais fortes do mundo, a liga chinesa masculina é extremamente limitada porque os atletas só podem deixar seu time formador com autorização do próprio clube e da federação. Na prática, um atleta muito bom de um time fraco não consegue deixa-lo, se essa for apenas a própria vontade.

– São duas equipes em etapas e níveis diferentes. O Brasil tem muitos campeões olímpicos no time aqui e também tem jogadores jovens que estão em alto nível. Nossa equipe é jovem, sem experiência de competições internacionais de alto nível, com jogadores quase todos da liga chinesa, só um está jogando no exterior. A diferença com as demais seleções está diminuindo, tenho certeza que encurtamos distâncias para as potências do vôlei, mas ainda seguimos no nível de uma equipe que falta competir e anos de alto rendimento – disse Lozano.

Com três vitórias em quatro jogos no Mundial, o Brasil é franco favorito e tem interesse em liquidar a partida o mais rápido possível, uma vez que também depende da França para conquistar a liderança do Grupo B – o jogo contra o Canadá será disputado às 14h30 na Arena de Ruse. Independentemente da combinação de resultados, Lipe espera que o grupo não dê margem para erro, como aconteceu no confronto com a Holanda, no último sábado.

– A gente caiu numa armadilha já. A gente tomou um tapa numa hora que a gente podia ter tomado. A gente acordou, conversou, se uniu, e acredito que seja muito difícil a gente cair duas vezes num pecado de subestimar qualquer adversário no Mundial. Já jogamos contra eles, sabemos que eles têm uma inferioridade técnica, mas ninguém vai entrar achando que ganhou o jogo de qualquer forma. Independentemente de for entrar, tenho certeza de que não vai dar chance para qualquer erro. Daqui para a frente a atenção está 100% em qualquer partida.

O Brasil termina em 1º na chave se:
Vencer a China por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1 e vitória da França por qualquer placar
Vencer a China por 3 sets a 0 e vitória dao Canadá por 3 sets a 2. Neste caso, Brasil e Canadá empatam em vitórias (quatro), pontos (11) e sets (13/6), e a definição seria no pontos average (razão entre o número de pontos feitos e sofridos)

Fonte: Globo esporte


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