O pugilista Abner Teixeira já garantiu uma medalha para o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio na manhã desta sexta-feira (30). O boxeador venceu Hussein Iashaish, da Jordânia, e se classificou para as semifinais na categoria pesada, entre 81 e 91 quilos. Veja como foi a vitória no vídeo acima.
Com o resultado, Abner já tem ao menos o bronze olímpico em mãos. Se conseguir outra vitória na terça-feira (3), o brasileiro segue para a disputa do ouro em Tóquio.
Com o sonho da medalha olímpica realizado, Abner espera conquistar outro: o de dar uma casa para a mãe.
“Estou trabalhando para isso, comprar uma casa para minha mãe. Ela nunca teve uma casa própria e quero dar essa alegria para ela. As metas imediatas são ser campeão olímpico e campeão mundial. Os dois vão ser neste ano, e, a longo prazo, comprar a casa para minha mãe e dar um futuro melhor para ela”, disse o lutador.
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A mãe, Izaudita Sampaio, comemorou em uma rede social a vitória do boxeador: “Deus é fiel. A ele a honra e a glória”, escreveu.
Em entrevista dada antes de embarcar para Tóquio, o lutador falou sobre a expectativa de representar o Brasil no esporte: “Boxe é a minha vida”.
Origens
Nascido em Osasco, Abner logo se mudou para Sorocaba, no interior de São Paulo, onde conheceu o projeto social “Boxe – Mãos para o Futuro”, do professor Vladimir Godoi. Foi lá que a paixão pelo esporte despertou e os dias de sedentarismo foram embora.
Desde então, Abner foi bicampeão brasileiro juvenil e de elite, tornando-se uma das referências no boxe nacional na categoria acima de 91 quilos. No Pan de Lima, no Peru, em 2019, Abner conquistou a medalha de bronze.
“Não tinha pretensão de ser atleta, de fazer faculdade, e o professor Vladimir, que criou o projeto, me deu instrução de começar a fazer uma faculdade, dar avanços aos estudos e ser um cidadão melhor. O projeto social proporcionou tudo isso. Comecei a treinar por curiosidade, era meio sedentário e não fazia muita coisa. Queria fazer alguma coisa para me mexer e comecei a fazer boxe. Participei de uma peneira que teve em uma academia aqui de Sorocaba, mais de 70 atletas estavam nesta peneira, que foi descobrindo vários talentos.”
“Quero fazer educação física e, quem sabe, um dia ter um projeto, ter algo parecido com o que salvou a minha vida.”
Aos 24 anos, Abner Teixeira sabe que uma medalha olímpica pode mudar ainda mais o rumo da vida profissional. Com o ex-lutador de MMA Anderson Silva como grande referência no esporte, o boxeador sabe que os olhares serão outros a partir do momento em que a medalha estiver no peito.
“A medalha olímpica vai abrir vários caminhos. Posso terminar as Olimpíadas e ir para a de 2024, posso passar para o profissional e lutar por um título mundial profissional. Querendo ou não, passar para o profissional não terá o mesmo valor que o Abner campeão olímpico. O contrato é outro, o jeito que vão me olhar será outro, então acho que abrirá muitas portas. Essa medalha olímpica vai realmente mudar a minha vida”, analisa.
Tradição do Brasil no boxe
Ao longo da história olímpica, o Brasil conquistou apenas quatro medalhistas no boxe: bronze de Servílio de Oliveira (México 1986); bronze de Adriana Araújo (Londres 2012); bronze de Yamaguchi Falcão (Londres 2012) e a prata de Esquiva Falcão, também nos Jogos Olímpicos de Londres.
Fonte: Globo Esporte
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