Mais uma reunião do Conselho de Orientação e Fiscalização e mais uma reprovação das contas do Palmeiras. Na noite da última segunda-feira, por 12 votos a quatro, o COF manteve o parecer dos meses anteriores e reprovou as contas do Verdão do mês de março.
A rejeição, como já havia ocorrido nas análises de janeiro e fevereiro, se deu por causa do aditivo ao contrato com a Crefisa, assinado em janeiro, que fez o clube reconhecer uma dívida de cerca de R$ 120 milhões, valor relacionado ao investimento da empresa em contratações de jogadores.
Aliados ao presidente Maurício Galiotte enxergam na decisão uma motivação política – em novembro, o clube terá eleições presidenciais. Tanto que o dirigente pediu ao Conselho Deliberativo para que o contrato fosse debatido e explicado em reunião que deve ocorrer até o fim de agosto, o que para opositores também é visto com estímulo político.
Membros do COF justificam que a reprovação do desempenho financeiro palmeirense nos primeiros três meses de 2018 é devido ao fato de Galiotte ter assumido uma dívida superior a 10% da previsão orçamentária do clube, o que corresponde a cerca de R$ 47 milhões, sem aval do Órgão.
O aditivo, assinado em janeiro, foi levado ao Conselho de Orientação e Fiscalização para análise em março. De lá para cá, até Leila Pereira foi convocada para falar sobre o caso e dar explicações – a alteração no contrato de patrocínio ocorreu depois de a Crefisa ser multa pela Receita Federal por causa dos aportes financeiros em reforços para o clube.
Os defensores do contrato explicam que os próprios atletas são ativos do clube, o que não comprometeria as finanças no futuro. Tanto que o Verdão tem previsão de fechar o primeiro semestre com lucro de cerca de R$ 40 milhões e recorde de receitas na atual temporada – foram cerca de R$ 150 milhões arrecadados em só transferências até agora.
O COF vai seguir analisando o desempenho financeiro do Palmeiras até o fim do ano, quando emite relatório e parecer ao Conselho Deliberativo, que opta por aprovar ou não as contas do clube na temporada. Dos dois lados, a expetativa é que o Órgão continue reprovando os balanços nos meses seguintes.
Mudanças no estatuto e eleições presidenciais
Ainda não há chapas registradas para a disputa presidencial, mas a tendência é que Maurício Galiotte tente a reeleição contra Genaro Marino. O que ainda não se sabe é o tempo de mandato do novo presidente.
No próximo sábado, associados participarão de Assembleia para ratificar ou não as mudanças aprovadas em eleição no Conselho Deliberativo. A mais debatida é a alteração do período de gestão das futuras administrações, de dois para três anos.
Além do presidente Maurício Galiotte, Leila Pereira, que é patrocinadora e conselheira, defende a mudança já para o próximo presidente. Grupos ligados aos ex-presidentes Mustafa Contursi, Affonso Della Monica e Paulo Nobre, que devem apoiar a candidatura de Genaro Marino, são contra a mudança imediata.
Fonte: Globo esporte
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