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Cowboy revela entrevero com Magny e avisa: “O pau vai cantar em São Paulo”

O duelo contra Neil Magny não é só um compromisso profissional para Alex Cowboy. No UFC Sâo Paulo, o brasileiro pretende acertar as contas com o americano, após uma espécie de desentendimento com o rival em 2015, quando ainda era peso-leve (até 70kg). Nesta quinta-feira, o agora meio-médio (até 77kg) explicou o entrevero entre eles para a imprensa brasileira em um Media Day promovido pelo Ultimate e prometeu que não vai deixar barato no dia 22 de setembro, no ginásio do Ibirapuera.

– Não gostei do jeito dele tratar as pessoas, desfazer… A gente não se bateu muito não. Quando nos encontramos a segunda vez, eu já no 77kg, já olhei diferente, balancei a cabeça e falei: “Vem”. Me chama lá que eu aceito na hora. Mas antes de eu lutar com o Condit, pedi ele. Ele não aceitou. Agora ele aceitou, assinou o contrato, então dia 22 o pau vai cantar em São Paulo. Ele queria tirar uma “chinfra” comigo, achou que eu ia baixar a cabeça – afirmou.

O primeiro encontro entre eles foi no aeroporto de Las Vegas (EUA), segundo Cowboy, e o clima pesou rapidamente.

– Já tinha visto ele na primeira vez que lutei no UFC, em Goiânia. Saí de Goiânia para Vegas. Assim que cheguei, batemos de frente no aeroporto, ficou um clima meio chato. Não entendi a dele, eu era da categoria de baixo. Falei que se subisse de categoria e tivesse oportunidade de lutar com ele, não ia rejeitar. Apareceu, ele aceitou e vamos lá resolver. A estratégia está aqui: mão pesada nele. Estou com muita tranquilidade para bater de frente com esse adversário. Só tem um problema: é um cara grande. Vou ter que bater para cima. O jogo dele é meio engraçado. Se bota mão pesada, ele quer agarrar. Se agarra, ele quer trocar, mas estou preparado para bater nele firme.

Desde a preparação para seu último compromisso, quando venceu Carlos Condit, Cowboy passou a treinar apenas na ATS, em Três Rios (RJ), deixando de lado a Tatá Fight Team (TFT), no Rio de Janeiro. O brasileiro evitou entrar em detalhes sobre o motivo da saída da TFT, mas deixou no ar que não foi um rompimento amigável.

– Sempre fiz camp na minha cidade, vinha só no meio (da preparação para a TFT). Infelizmente hoje é cada um para o seu lado, mas estou bem, treinando só na minha cidade, como sempre treinei. (A relação com os treinadores da TFT) Continua a mesma, eles para lá, eu pra cá, para a gente não confundir mais ninguém, não ter “caozada”. Amizade não tem mais, são eles para lá, eu pra cá. Água não se mistura com óleo. Qual o problema? É pessoal. Não vem ao caso porque é f*** falar. Deixa baixo, é a melhor coisa – declarou, acrescentando que não considera necessário sair do Brasil para evoluir seu jogo.

– A (Jessica) Bate-Estaca é prova viva disso. Não tem necessidade de buscar treino lá fora, sendo que temos dentro de casa. Aqui tem wrestling bom, jiu-jítsu bom, mas as pessoas não dão valor.

Se precisar, é só chamar

Sem luta principal anunciada para o UFC Sâo Paulo depois da lesão de Glover Teixeira, que enfrentaria Jimi Manuwa, Alex Cowboy disse que não hesitaria em aceitar caso o Ultimate pedisse para ele e Magny liderarem o card.

– Quem dera… Ia ficar felizão se fosse a luta principal. Seria minha segunda vez, a primeira foi com Cerrone. Se me botarem pra ser a luta da noite, demorou. Nasci pronto.

Independente de ser em três ou cinco rounds, Cowboy declarou que os primeiros segundos de combate são imprevisíveis. Em sua opinião, tudo pode acontecer no início do confronto e prometeu “soltar o aço” em Magny.

– Vou pela tática, devagar, porque o bichão é grande. Se eu der um vacilo, ele vai acertar minha orelha. Ele vai querer jogar na estratégia. Se eu bater, ele vai querer agarrar, se eu agarrar, vai querer bater. Vou esperar. Nos primeiros 10 segundos do round não sei o que vai acontecer. Vou usar um pouco da estratégia dele, mas o jeito mesmo é soltar o aço nele para mostrar que aqui é Brasil. Vou soltar a mão pesada nele.

UFC São Paulo
22 de setembro de 2018
CARD DO EVENTO (até o momento):
Peso-meio-pesado: Jimi Manuwa x adversário a ser definido
Peso-meio-médio: Neil Magny x Alex Cowboy
Peso-meio-pesado: Rogério Minotouro x Sam Alvey
Peso-galo: Renan Barão x Andre Ewell
Peso-galo: Ketlen Vieira x Tonya Evinger
Peso-meio-médio: Serginho Moraes x Ben Saunders
Peso-médio: Antônio Cara de Sapato x Elias Theodorou
Peso-meio-pesado: Luis Henrique KLB x Ryan Spann
Peso-palha: Lívia Renata Souza x Alex Chambers
Peso-meio-médio: Elizeu Capoeira x Belal Muhammad
Peso-leve: Francisco Massaranduba x Evan Dunham
Peso-médio: Thales Leites x Hector Lombard

Fonte: Globo esporte


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