O Athletico precisa fazer com que a derrota para o Santos, domingo, seja um ponto fora da curva em meio ao momento de ascensão. O Furacão não perdia há oito jogos e vinha de quatro vitórias seguidas, mas teve atuação apática e viu o Peixe fazer 3 a 1 sem muito esforço.
O Athletico precisa fazer várias correções, é verdade, mas não pode iniciar uma caça às bruxas. Lucas Halter cometeu duas falhas fatais, mas é um zagueiro de muito potencial. Marquinhos Gabriel sumiu em campo e merece ir para o banco, mas pode ser útil na sequência do ano. O mesmo vale para Jonathan e Vinícius Mingotti, por exemplo.
Contra o Santos, o Furacão até dominou a partida nos primeiros 25 minutos, mas uma falha na saída de bola mudou o roteiro. Felipe Aguilar – que teve atuação segura no 2 a 0 sobre o Fortaleza, na estreia – pode dar mais segurança à defesa. E a comissão técnica ainda conta com Pedro Henrique, Edu, Luan Patrick e Zé Ivaldo para o setor.
Do meio para frente, o Athletico deve promover mais mudanças para encontrar a formação ideal. Ravanelli, que estava no futebol russo, pode melhorar o setor de criação. Bissoli está em reta final de recuperação e logo vai reassumir a titularidade na frente. Só essas duas mudanças já devem dar um novo ar ao ataque rubro-negro.
Ou seja, um time com Santos; Khellven, Thiago Heleno, Felipe Aguilar e Abner; Wellington, Léo Cittadini e Ravanelli; Nikão, Geuvânio (Vitinho) e Bissoli talvez seja a solução. Concorda? Comente abaixo.
Com Dorival Junior em isolamento por conta da Covid-19, os auxiliares Lucas Silvestre e Eduardo Barros terão que recuperar a equipe física e mentalmente. O Athletico tem time e elenco para brigar na parte de cima. Com jogos a cada três ou quatro dias, os ajustes serão feitos mais na base da conversa do que do treino.
– Temos um grupo com grandes atletas. Os atletas mais velhos dão suporte para os mais jovens e, a partir de amanhã (segunda-feira), a gente já esqueceu essa derrota. Vamos trabalhar em cima do que a gente errou, buscar corrigir essas situações e vamos forte para enfrentar o Palmeiras – falou Lucas Silvestre na coletiva pós-jogo.
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Mesmo à distância e em isolamento, Dorival Junior segue com participação ativa no dia a dia. Depois do Santos, a tendência é que o treinador também não fique no banco contra Palmeiras (às 19h30 de quarta-feira) e Fluminense (às 16h de sábado), ambos na Arena da Baixada. Ele deve voltar contra o Bragantino, em 2 de setembro.
– Não muda nada, o trabalho não muda praticamente nada. Participou hoje (domingo) do jogo ativamente. Infelizmente, ele não pode estar presente no estádio, mas continua fazendo o trabalho dele. Nós estamos sempre trabalhando integradamente, independente de ele estar ou não no dia a dia – completou Lucas Silvestre.
O Athletico precisa erguer a cabeça e tirar lições da derrota, mas também precisa esquecê-la. O clube está no caminho certo e não é hora para caça às bruxas. A sequência caseira pode fazer a diferença.
Fonte: Globo esporte
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