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Djoko diz que pressão do árbitro sobre Serena mudou curso de final do US Open

Campeão do US Open após despachar Juan Martín del Potro por 3 sets a 0 neste domingo, Novak Djokovic foi perguntado a um jornalista se gostaria de dar sua opinião na polêmica da final feminina.

Na ocasião, Serena Williams foi advertida três vezes pelo árbitro português Carlos Ramos, perdeu um game de punição e foi derrotada pela jovem Naomi Osaka. Ao final da partida, a multicampeã foi multada em quase R$ 70 mil pelas punições, mas manteve o discurso de que o árbitro foi ladrão, e o acusou de sexismo.

Djoko não se esquivou da pergunta feita por um jornalistra britânico. Segundo o sérvio, o árbitro não deveria ter pressionado a tenista ao seu limite. E para o campeão, o juiz de cadeira pode ter mudado o curso da partida.

– Em primeiro lugar, eu amo a Serena. Eu senti muito por ela ontem. E também é uma situação difícil para o árbitro de cadeira lidar. Temos que simpatizar com a história dele. Todo mundo terminou em uma situação muito constrangedora ontem, regada de emoções. Serena estava chorando, Naomi estava chorando. Foi bem difícil. Mas eu tenho a minha opinião de que o árbitro talvez não devesse ter pressionado a Serena até o seu limite, especialmente em uma final de Grand Slam. Ele talvez tenha mudado – talvez não, ele mudou o curso da partida. Na opinião foi desnecessário. Todos temos nossas emoções e elas ficam exacerbadas quando estamos lutando por um troféu de Grand Slam – disse.

Polêmicas de lado, Novak exaltou o momento de Naomi Osaka, que acabou em segundo plano em função de tudo que aconteceu.

– Eu apenas sinto que – como a Serena disse ontem na cerimônia de encerramento – a Osaka merece ter o seu momento. Com relação a Serena, ela sabe que a amo. Ela é uma inspiração. E poder ver que ela continua dedicada e comprometida a esse esporte é realmente inspirador para mim e diversos tenistas, tanto homens quanto mulheres, ao redor do mundo.

Resposta à WTA
A Associação das Tenistas Profissionais (WTA) emitiu um comunicado, através do CEO Steve Simon, em que no tênis não deve haver diferenças no tratamentos de homens e mulheres, e que a associação está comprometida em trabalhar para que todos os tenistas sejam tratados da mesma maneira. Djokovic também comentou a declaração, discordando da opinião da WTA, mas sem se alongar na questão.

– Eu não acredito que esse seja o local e momento para discutir outros assuntos. Eu não vejo as coisas com o senhor Simon vê. Não mesmo. Creio que mulheres e homens são tratados de formas diferentes dependendo da situação. É difícil generalizar as coisas. Eu realmente não vejo a necessidade de debater isso – afirmou o campeão.

Fonte: Globo esporte


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