Brasil teve a pior campanha da história das eliminatórias, perdeu jogos em circunstâncias inéditas e voltou a cair nas oitavas depois de 36 anos; confira as marcas
A frustração pela eliminação precoce não deve ser tratada como surpresa. A Seleção que perdeu para Noruega e caiu na Copa do Mundo nas oitavas de final finalizou um ciclo marcado por derrotas, decepções e recordes negativos. Muita coisa deu errado entre a derrota para a Croácia, no Catar, e os gols de Haaland, nos Estados Unidos.
Desde 1990, o Brasil não saia tão cedo de um Mundial. O adiamento do sonho do hexa faz ainda com que a Seleção estabeleça duas marcas incômodas: o maior jejum absoluto desde o primeiro título, com 28 anos entre 2002 e 2030, e a maior seca geral se levarmos em conta de 1930, primeira edição de Copas, a 1958, quando inauguramos a contagem para o penta.
Os resultados no ciclo já eram um prenúncio de que o Brasil chegava sem muito o que empolgar aos Estados Unidos. Com 54,9%, a Seleção teve apenas o 39º aproveitamento entre os 48 países classificações, com 17 vitórias, 10 empates e 10 derrotas.
A caminhada contou ainda com quatro treinadores, o que aconteceu somente duas vezes desde o tri em 1970: no ciclo para 1986 e para 2002. A tentativa e erro valeu também para uma reformulação que não deu certo na prática. Foram 96 jogadores convocados, mas a convocação final acabou batendo o recorde de repetição de nomes entre uma Copa e outra: 15 dos 26.
Já nas eliminatórias sul-americanas, a Seleção apresentou um desempenho frustrante e acumulou marcas negativas. O quinto lugar, com 28 pontos, foi com folga a pior campanha em todos os tempos no torneio. Nunca se perdeu tanto (seis), nunca se sofreu tantos gols (17), nunca se estabeleceu tantas marcas negativas.
Foram seis derrotas em 18 jogos. A goleada por 4 a 1 em Buenos Aires foi a pior em todos os tempos na competição, assim como o 1 a 0 para a Argentina no Maracanã foi a primeira como mandante, e o revés para a Colômbia, em Barranquilla, foi o primeiro diante do adversário.
O Brasil ainda voltou a perder para o Uruguai (2 a 0 em outubro de 2023) depois de uma invencibilidade que durava mais de duas décadas. Resultados como esse tornaram o ano de 2023 o pior da Seleção desde 1940. Ainda sob o comando do interino Ramon Menezes, a equipe também perdeu para duas seleções africanas: Marrocos (2 a 1) e Senegal (4 a 2).
Apenas 37% dos pontos foram conquistados naquele ano, com cinco derrotas, um empate e apenas três vitórias. Fora de campo, o cenário era de indefinição, com mais de um ano para a escolha do substituto de Tite após o treinador anunciar a saída ainda antes da Copa, Ramon Menezes e Fernando Diniz como interinos.
Já com Dorival Júnior, o Brasil começou dando esperança diante de Inglaterra e Espanha, mas voltou a decepcionar na Copa América. Com apenas uma vitória em quatro jogos, foi eliminado pelo Uruguai nas quartas de final após fazer duas finais consecutivas com Tite.
Fonte: Globo Esporte
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