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“Grandes possibilidades”, afirma Zé Roberto Guimarães sobre comandar o Brasil até Paris 2024

Depois de um ciclo olímpico complicado em meio à pandemia, que terminou com a medalha de prata nos Jogos de Tóquio, José Roberto Guimarães está repensando em seguir no comando da seleção feminina de vôlei até as Olimpíadas de Paris, em 2024. O resultado no Japão deu fôlego ao tricampeão olímpico, que considerou este o mais difícil ciclo olímpico de sua carreira.

Em entrevista ao podcast “Na Rede com Nalbert”, que teve também a participação da jornalista Bárbara Coelho, Zé Roberto lembrou dos diversos obstáculos que o grupo enfrentou até chegar à final diante dos Estados Unidos.

– Foi o ciclo mais difícil e complicado de todos. O mais mexido – durante esse período tivemos diversos pedidos de dispensa, contusões de jogadoras. Foi um sofrimento até chegar nesse grupo que disputou as Olimpíadas. A gente sabe que o brasileiro gosta de esporte, mas ele gosta mais de ganhar – disse o treinador.

Além das críticas, especialmente através de redes sociais, Zé Roberto lembrou dos problemas dentro da quadra, durante a competição, como a lesão de Macris no tornozelo e a surpresa com o doping de Tandara.

– O time se uniu muito com essas situações. Depois da lesão da Macris, a cada treino todas as jogadoras iam para o quarto dela mandar energia boa e dizer “nós precisamos de você”. Eu mesmo fazia questão de ir vê-la na fisioterapia sempre. Elas começaram com um lema, o “bora querer”, e isso pegou – lembrou.

Sobre o doping de Tandara, o técnico emendou.

– Fiquei sabendo às duas da manhã, e quando deu umas sete horas recebi uma convocação para conversar sobre o assunto e os procedimentos que seriam tomados. Chamamos a Tandara, ela chorava copiosamente e dizia que não tinha tomado nada, estava arrasada. Foi duro, a gente queria dar um afago, um carinho. Depois disso, decidimos que seria melhor ela não encontrar o grupo. A gente tinha treino, e seria uma choradeira – disse Zé Roberto.

Depois de tudo isso, a medalha de prata deu a Zé Roberto fôlego para continuar no comando do time por mais três anos.

– Tem grandes possibilidades, mas tem muita coisa para acontecer. Se bem que quando saiu a convocação para o Sul-Americano, que está chegando, já choveram críticas. Gente falando que eu tinha convocado o mesmo time da Olimpíada. Mas vale lembrar que i Sul-Americano é classificatório para o Mundial, e nós não tivemos como treinar outro grupo. Temos que ir com força total, sim – encerrou.

Fonte: Globo Esporte


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