- Esportes

Inter manda no jogo contra o Boca, mas fica no quase e amarga mais uma queda com Abel

O Inter pisou o gramado da Bombonera obrigado a viver uma noite para ser contada de geração a geração como a história de um time que tentava o inédito nesta quarta-feira para avançar às quartas de final da Libertadores. A equipe de Abel Braga até jogou futebol à altura do desafio. Mas sucumbiu e amargou uma eliminação nos pênaltis para o Boca Juniors.

E a história a ser contada é a de um Inter que depois de tanto parecer desorientado em campo, enfim se encontrou com uma atuação gigante. Foi senhor do jogo, devolveu a derrota no Beira-Rio com uma vitória por 1 a 0, mas não escapou de mais uma queda na temporada.

Na segunda vitória com Abel, o Inter também amargou a segunda eliminação nos pênaltis com Abel. Mas o que é o fim da única chance de título que restava também indica o caminho a ser seguido para ao menos salvar a honra com a vaga na Libertadores.

Se segue sem sucessos e amarga mais decepções, o Inter ao menos viveu uma de suas melhores atuações no ano. E tem um parâmetro a ser seguido daqui para frente.

De volta à beira do campo, Abel preparou uma escalação repleta de surpresas para o duelo na Bombonera. As mudanças vieram no plural e em todos os setores.

Rodinei e Moisés foram os laterais titulares. Rodrigo Lindoso atuou como primeiro volante, com a inesperada presença de Praxedes como um dos meias internos ao lado de Edenílson. Marcos Guilherme (outra surpresa) e Patrick eram os extremas, com Thiago Galhardo na referência.

Foi a oitava escalação diferente de Abel em oito jogos com quatro esquemas testados. E o 4-1-4-1 que quase fez história em La Bombonera chegou para ficar. Entre toda a frustração e os cacos de uma queda desta natureza, resta um escombro positivo: o treinador enfim encontrou seu sistema de jogo.

Após perder o jogo de ida, o Inter precisava vencer e, claro, atacar o Boca Juniors em seu reduto. Mas o ponto de partida para a estratégia de Abel na Bombonera era fechar espaços na defesa.

No Beira-Rio, o Boca se lavou – não apenas pela chuva – nos buracos deixados pelo Inter às costas dos volantes. Um prato cheio para Cardona municiar a velocidade de Villa e Salvio pelos lados do campo.

Isso não ocorreu em momento algum na Bombonera. Os dois meias centrais e também os extremas desciam para congestionar o campo de defesa colorado. O sistema fez crescer a dupla de zaga Rodrigo Moledo e Víctor Cuesta, protegida para viver uma atuação quase perfeita.

Galhardo era quem pressioanva a saída de bola do Boca, mais à frente. O restante da equipe não perdia tempo em recompor para fechar as linhas de passe em posição mais recuada. E o Inter não correu risco algum.

Tão logo sentiu que a partida se desenhava de acordo com sua estratégia, o Inter virou senhor do jogo. Com linhas baixas, a equipe desarmava ataques com a mesma felicidade com que armava contra-ataques, explorando a velocidade de seus extremas, especialmente de Patrick.

O volante deixou dois companheiros livres dentro da área em duas jogadaças individuais no primeiro tempo. Na primeira, Thiago Galhardo fez a bola explodir no travessão. Na segunda, Praxedes cabeceou nas mãos de Andrada. Mas o caminho para o gol estava desenhado.

Foi por ali que Patrick encontrou Moisés às costas de Buffarini, uma avenida na defesa do Boca. O lateral saiu livre dentro da área e cruzou rasteiro. Logo a 2 minutos, Fabra marcou contra o gol que levou a decisão aos pênaltis.

Em uma Bombonera lotada, o duro golpe poderia incendiar uma torcida capaz de carregar seu time do coração à vitória. No silêncio das arquibancadas sem torcida, o gol só reforçou a superioridade do Inter.

O Colorado chegou à disputa de pênaltis após 90 minutos de soberania, sem deixar de ter o controle do jogo em momento algum. Marcelo Lomba fez apenas uma defesa, em chute de Tévez. Mas a área foi território proibido ao Boca Juniors.

A eliminação transforma uma noite que seria eterna em decepção. E até mesmo a melhor atuação sob o comando de Abel deixa sinais para melhora. O treinador cobrou mais pontaria de sua equipe para “matar” o jogo. Antes de os pênaltis isolados levarem consigo a vaga nas quartas de final. Para bem longe.

Você sai do jogo com a convicção que poderia eliminar nos 90 minutos. Não tivemos a felicidade de fazer o segundo. Não acertamos, não fizemos o melhor passe, não tomamos a melhor decisão”
— Abel Braga
Eliminado da Libertadores, o Inter tem apenas o Brasileirão a disputar até o final da temporada. O elenco colorado retorna de Buenos Aires em voo fretado na manhã desta quinta-feira e se reapresenta para treino à tarde, no CT do parque Gigante.

O Colorado volta a campo no sábado, às 19h, para enfrentar o Botafogo no Beira-Rio pela 25ª rodada do Brasileirão. A equipe ocupa a sexta colocação, com 38 pontos.

Fonte: Globo esporte


There is no ads to display, Please add some

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *