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Maradona se oferece para treinar Argentina de graça: ‘Não pediria nada em troca’

Diego Maradona apareceu mais do que o técnico Jorge Sampaoli na Copa do Mundo da Rússia. Em todos os jogos da Argentina, as câmeras de televisão pegavam cada movimentação do ex-jogador nas tribunas do estádio.

Agitado, dormindo e até recebendo atendimento médico. Cada passo de Maradona durante o Mundial rendeu destaque. Sua opinião, é claro, também ganhou as atenções da mídia. Na mais recente delas, o ídolo argentino, indignado com as fracas apresentações na Copa, se ofereceu para treinar a seleção de seu país sem receber salários.

“Sim, e eu trabalharia de graça”, disse Maradona ao programa “De la mano del Diez”, da TV venezuelana Telesur. “Eu não pediria nada em troca”.

Apesar de estar desprestigiado, o atual técnico, Jorge Sampaoli, tem contrato até 2022 e não está disposto a romper o acordo. A Associação de Futebol Argentina (AFA) também não deve demitir o treinador, pois a multa rescisória é de US$ 20 milhões (cerca de R$ 70 milhões). O valor cai depois da Copa América de 2019, que será disputada no Brasil.

Maradona treinou a Argentina na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, quando a equipe perdeu por 4 a 0 para a Alemanha e foi eliminada nas quartas de final. Como jogador, ele levou os argentinos ao bicampeonato mundial em 1986.

“As pessoas acham que eu estou feliz, mas meu coração está pesado”, disse Maradona sobre a eliminação argentina. “Me sinto realmente triste por ver tudo que foi construído com tanto esforço ser destruído tão facilmente”.

Durante a Copa da Rússia, Maradona chegou a ser repreendido publicamente pela Fifa por conta de seu comportamento. O argentino faz parte de um programa da entidade que reúne lendas do futebol e tem como função ser uma espécie de embaixador da Fifa.

Maradona, que acompanhou todos os jogos da Argentina, acendeu um charuto em pleno estádio, apesar de as regras da Fifa proibirem que se fume dentro das arenas da Copa. O argentino ainda foi flagrado pelas câmeras oficiais ofendendo torcedores, quando a Argentina ganhou de 2 a 1 da Nigéria e garantiu vaga para as oitavas de finais.

“Sabemos do que ocorreu e esperamos que todos os ex-jogadores, jogadores e torcedores se comportem de forma respeitosa”, disse Colin Smith, diretor de Competições da Fifa. “Ter ele (Maradona) aqui faz parte de um cenário mais amplo e vemos como os torcedores ficam felizes quando esses ex-jogadores aparecerem em campo”, ponderou.

Fonte: Superesporte


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