A Mercedes vai continuar na Fórmula 1 em 2021. Quem garantiu a informação foi o chefe da equipe hexacampeã mundial Toto Wolff, em entrevista à revista alemã “Auto Motor und Sport”. O dirigente austríaco encerrou as especulações de que a montadora poderia encerrar as atividades de sua escuderia na principal categoria do automobilismo por causa do teto orçamentário e do novo regulamento a vigorar a partir do ano que vem.
– Estar presente na Fórmula 1 faz sentido para nós. A Mercedes definitivamente estará na Fórmula 1 em 2021, queremos continuar.
Wolff revelou que o novo Pacto de Concórdia (acordo comercial entre as equipes, chamado assim porque a sede da Federação Internacional de Automobilismo fica na Praça da Concórdia, em Paris) não é mais um obstáculo, mas deixou claro que a adoção de um limite de gastos para os times precisa ser bom para todas as organizações:
– As condições gerais devem estar corretas. A Fórmula 1 deve funcionar como tal. Queremos ter um Pacto da Concórdia com o qual possamos viver. Isso não significa que sempre queremos tirar mais proveito da Mercedes. Tem que ser um contrato bem equilibrado, para nós e para as equipes menores também.
Hamilton na pauta
Toto Wolff disse ainda que nas próximas semanas começará a negociar a renovação do contrato do hexacampeão mundial Lewis Hamilton. O inglês tem compromisso assinado até o fim deste ano, e nos últimos meses houve especulações de que ele poderia se transferir para a Ferrari.
– A última vez que nos encontramos foi na festa de Natal. Conversamos um pouco sobre o futuro. Desde então, falamos apenas sobre o WhatsApp. Se você se sentar junto por dez meses, é importante fazer uma pausa. Por isso, decidimos nos deixar sozinhos em dezembro e janeiro. Quando recomeçar em fevereiro, nos sentaremos e discutiremos – comentou.
Sobre o próprio futuro, Wolff deixou nas entrelinhas que também ficará no comando da Mercedes e não vai repassar os 30% das ações que possui. Caso conquiste novamente os títulos de pilotos e Construtores, a Mercedes será a primeira organização na história da F1 a fazê-lo por sete anos seguidos:
– Gosto do meu papel. É uma tarefa honrosa. A empresa me deu uma coleira suficiente para que eu possa liderar a equipe da maneira que eu acho melhor. Estamos crescendo e quase triplicamos nos últimos sete anos. Tornou-se uma empresa real, e o trabalho se transformou numa verdadeira tarefa de gerenciamento.
Fonte: Globo esporte
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