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Paulista não terá fantasma de virada de mesa; Federação buscou aval de Ministério da Cidadania

O Campeonato Paulista recomeçará na quarta-feira que vem e já espantou o risco das viradas de mesa de clubes do interior, que tentavam fugir do rebaixamento com uma canetada, alegando que houve mudança de regulamento. O argumento se baseava no fato de ter havido mudanças de datas e nos limites de inscrições de jogadores.

No passado, em condições normais, sem epidemias nem pandemias, as mudanças de regras para inscrições de jogadores sempre exigiram unanimidade na votação do Conselho Arbitral. Em 1969, o Corinthians não conseguiu inscrever substitutos para o lateral-direito Lidu e para o ponta-esquerda Eduardo, mortos num acidente de trânsito na Marginal Tietê.Aos questionamentos de clubes do interior, como o Botafogo de Ribeirão Preto, sobre as mudanças de datas de inscrição, a Federação Paulista consultou o Ministério da Cidadania para entender se havia diferença entre “alteração de regulamento” e “adequação de datas em função da pandemia.” O parecer do Ministério, ao qual está ligada a secretaria de esportes, foi de que é correto adequar datas por causa da calamidade pública.

Ou seja, diferente de outras federações, como a gaúcha, que propôs o congelamento do rebaixamento, a Federação Paulista tem garantia de que pode fazer as adequações e haverá acesso e descenso.Se não houvesse, mais difícil seria organizar o Paulista do ano que vem com dois clubes a mais. Exigiria mais datas, que já serão raras com até 140 jogos antes de novo período de férias dos jogadores profissionais.

Fonte: Globo Esporte


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