- Polícia

Mais de 24 mil casos de violência contra mulheres em Manaus foram registrados em 2018

A capital amazonense contabilizou 24.553 casos registrados de violência doméstica contra mulheres em 2018. A maior parte das queixas envolve lesão corporal, difamação e violação de domicílio. Somente no primeiro semestre de 2019, mais de 13 mil casos foram registrados, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

O índice dos primeiros meses de 2019 já é 11% maior em comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento aponta mais de 20 tipos de crimes praticados no ambiente doméstico.

Para a delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), os casos envolvem uma questão histórica e, geralmente, envolvem uma relação de afeto entre a vítima e o agressor.

“O agressor subjuga e violenta a mulher querendo demonstrar poder e dominação. Tendo origem na desigualdade física, social, histórica e cultural entre homens e mulheres, elas são submetidas à violência de um agressor pelo machismo histórico. Geralmente a violência doméstica contra as mulheres está relacionada à relação íntima de afeto, com quem tem ou teve este relacionamento”, avaliou.

Mafra ressalta que o alto número de casos também representa a superação em relação à vergonha vivenciada pelas vítimas. “Alguns entraves fazem com que elas não denunciem, como vergonha de expor a intimidade, dependência financeira, emocional e a crença de que o parceiro vai mudar”, pontuou.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados pelos números 181 e 190. Além disso, as vítimas também podem procurar a sede da DECCM situada no bairro Parque 10 de Novembro, Zona Centro-Sul, ou ir até a unidade da especializada localizada no bairro Cidade de Deus, Zona Norte da capital, atrás do 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

No Amazonas existem ainda o Serviço Assistencial e Psicológico Emergencial às Vítimas de Violência (Sapem) e o Centro de Referência de Amparo à Mulher (Cream), da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

Fonte: G1/AM


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