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Ministério Público vai apurar morte de motorista em operação da Polícia Civil do AM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) vai abrir uma investigação para apurar a morte do motorista Sérgio Fragoso Monteiro. Ele foi morto na sexta-feira (18), durante uma operação contra mandantes da onda de ataques em Manaus.

Nessa segunda-feira (21), a filha do motorista, a autônoma Juliana Monteiro contou à Rede Amazônica que o pai foi baleado pelos policiais dentro de casa, sem ter o direito de se defender. Os agentes foram até a residência da família em busca do outro filho do motorista, que já não vive há anos no local.

Já a delegada-geral da Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz Carvalho Moreira, negou que houve problemas nos procedimentos durante a operação. (Veja posicionamento oficial abaixo)

Em nota, o MP afirmou que vai apurar o caso com todas as medidas legais cabíveis para a promoção da justiça. O Ministério também informou que a responsável pelo caso será a promotora Marcelle Cristine De Figueiredo Arruda, que atua na 61ª Promotoria de Justiça.

Além do motorista em Manaus, outras três pessoas morreram durante a operação, entre elas um adolescente de 16 anos, que foi baleado na cabeça dentro de casa no Rio de Janeiro. No total, 15 pessoas foram presas no Amazonas, no Rio e em São Paulo. Os presos no Rio foram transferidos para Manaus no fim de semana.

Ao G1, Juliana contou que os pais acordaram pensando que a casa estava sendo invadida por bandidos. O homem foi atingido ainda na porta de casa e, segundo a família, os policiais sequer prestaram socorro a vítima. Agora, eles querem justiça pela morte do homem.

“Ele não estava armado, não tinha nenhuma arma. Os policiais alegam que meu pai era bandido, que fazia parte de uma facção e que ele morreu por conta de troca de tiros com a polícia. Dava para ver que meu pai não estava armado. Ele não teve nem tempo de pensar. É uma tristeza, uma dor muito grande. Nada, nada do que vai ser feito vai fazer com o que o meu pai volte, mas nós queremos justiça”, finalizou.

A delegada-geral da Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz Carvalho Moreira, nega que houve problemas durante a operação, realizada em conjunto com a polícia do Rio de Janeiro. Ela afirma que a operação foi feita dentro do padrão. Ela afirmou que os procedimentos serão investigados pela Delegacia de Homicídios para a garantir a isenção.

“Infelizmente existem pessoas que teimam em atacar a polícia quando ela faz seu trabalho, quando ela dá essa resposta para a sociedade”

“Nós lamentamos a perda de qualquer vida, independente do modus operandi que a pessoa leva na vida dela. Nós lamentamos, mas infelizmente o que nos é mais grave é dar para a população de bem tranquilidade. Infelizmente, se for necessário, nós temos que agir com contundência, porque hoje infelizmente aconteceu a perda dessa vida, mas poderia ter sido de qualquer um, de um filho nosso, de um policial, uma pessoa que dedica a vida, dá a vida em prol da segurança da população amazonense”, afirmou a delegada-geral.

Emília Moreira ainda atribui a versão da família à dor que os parentes da vítima estão sentindo:

“Qualquer um de nós que tenha um caso semelhante como esse vai, obviamente, estar transtornado, doído, e vai dar a versão que a dor nos oferece dar. Mas essa versão não quer dizer que seja a versão verdadeira”.
“Eu confio na minha polícia, nós somos uma polícia efetiva, com perdas mínimas, difíceis. Nesses quase dois anos que estou como delegada geral, não teve nenhuma interveniência que gerasse óbito, então eu não posso achar que esse caso seria excepcional e que eles agiriam fora do que foram treinados para isso”, disse.

Fonte: G1/AM


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