A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Avalanche para prender integrantes de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes com falsas vendas de imóveis, veículos e consórcios em Manaus. As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 8 milhões em um ano.
A ação foi realizada pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e duas medidas cautelares. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e contas dos investigados.
Entre os presos está um advogado apontado como líder do grupo. Veículos também foram apreendidos durante a operação.
A investigação começou há cerca de seis meses, após denúncias de vítimas. De acordo com a polícia, a organização usava várias empresas registradas em nomes diferentes, mas administradas pelas mesmas pessoas, para esconder os responsáveis pelos golpes.
Operação prende suspeitos de aplicar golpes com falsas vendas de imóveis, veículos e consórcios no AM
Segundo a polícia, o grupo movimentou aproximadamente R$ 8 milhões em cerca de um ano de atuação. Entre os alvos da operação está um advogado apontado pelas investigações como líder do grupo criminoso.
A investigação começou há cerca de seis meses, após denúncias de vítimas. De acordo com a polícia, a organização usava várias empresas registradas em nomes diferentes, mas administradas pelas mesmas pessoas, para esconder os responsáveis pelos golpes.
O grupo anunciava imóveis, veículos e cotas de consórcio na internet por preços muito abaixo do mercado para atrair compradores. Em alguns casos, os imóveis anunciados ficavam em outros estados e as fotos eram usadas sem autorização.
As vítimas eram levadas aos escritórios das empresas, assinavam contratos falsificados e faziam pagamentos de entrada acreditando que estavam fechando o negócio. Depois, os suspeitos adiavam a entrega dos bens até interromperem o contato.
As investigações também apontaram que a organização abria novas empresas e mudava de nome com frequência para dificultar a identificação das fraudes.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram movimentações superiores a R$ 8 milhões ligadas ao grupo.
Durante as buscas, os policiais apreenderam contratos falsificados, cadastros de vítimas, computadores, celulares e manuais com orientações sobre como abordar as vítimas e aplicar os golpes.
A Polícia Civil orienta que pessoas que tenham sido vítimas do esquema procurem o 1º Distrito Integrado de Polícia ou a delegacia mais próxima para registrar ocorrência.
Fonte: G1 Am
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