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Polícia Civil orienta pais a falar com os filhos sobre riscos da internet, sem proibir o uso

Em tempos de distanciamento social como medida de proteção contra o novo coronavírus, é comum que crianças e adolescentes fiquem mais tempo utilizando computadores, celulares ou tablets. Por esse motivo, a delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Joyce Coelho, orienta os pais sobre os perigos do mundo virtual.

De acordo com a delegada, o caminho não é proibir o acesso à internet, até mesmo por ser um importante meio de acesso à informação, mas sim ficar atento quanto aos sites que estão sendo acessados e com quem a criança ou o adolescente conversam por meio das redes sociais.

“Alerte (os filhos) sobre os perigos que podem ser encontrados na internet. Sem contar os crimes de estupro, em que as vítimas são atraídas por perfis fakes, existem outros crimes com que as crianças podem se deparar no meio virtual. A pessoa que está do outro lado pode querer algum benefício próprio, uma extorsão, por exemplo, ou incutir nessa criança o desejo ao suicídio. Existem perfis que se transformam na ‘onda’ do momento e viram uma espécie de modinha. As crianças acabam, pela sua inexperiência, pela sua pouca maturidade, pela sua falta de orientação, sendo atraídas por esses perfis”, explicou.

Ainda segundo a titular da Depca, um perfil falso normalmente tem poucos seguidores e poucas imagens do suposto dono da conta, e foi criado há pouco tempo. Caso a criança ou o adolescente esteja mantendo contato com perfis que tenham essas características, o responsável deve ficar em estado de alerta. Joyce Coelho também explicou que o diálogo entre os pais e a criança, ou adolescente, é de extrema importância. Manter uma relação de confiança pode evitar esse tipo de crime cibernético.

“Cabe ao pai ou responsável fazer esse controle. Não proibir, mas controlar o que o filho está acessando, com quem está conversando. É importante que todas as crianças e adolescentes tenham acesso à informação, saber o que elas podem encontrar nas redes sociais, e que os pais e responsáveis digam ‘eu estou aqui, a partir do momento em que você se deparar com alguma situação que você desconfie, venha tirar dúvida comigo’. Se tiver esse canal de conversa, esse canal de confiança, vai ficar muito mais fácil”, explicou.

Em casos de suspeita de crimes cibernéticos cometidos contra uma criança ou adolescente, a denúncia pode ser feita direto na sede da DEPCA, localizada na avenida Via Láctea, Conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo, zona centro-sul da capital. As denúncias também podem ser feitas por meio do telefone da Especializada é (92) 3656-7445, ou ainda pelo 181, o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Fonte: Divulgação/SSP-AM


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