- Política

Agora réu, Witzel usa rede social para se defender de acusação de corrupção e posta vídeo em skate

Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel foi às redes sociais para se defender do recebimento, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), da denúncia de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Witzel também postou um vídeo em que anda de skate. “Não adianta, ele não cai”, dizia a legenda.Após virar réu, o governador afastado escreveu ter certeza de que será absolvido e que o processo “é meramente político”.

“Infelizmente, o recebimento de denúncia criminal no Brasil ainda se faz com base no princípio do ‘in dúbio pro societat’ [a dúvida favorece a sociedade, não o réu], permitindo-se um processo penal duvidoso e recheado de acusações falhas”, escreveu.

Os ministros também votaram pelo afastamento de Witzel do cargo por mais um ano. Uma decisão do próprio STJ, afastou Witzel no fim de agosto por 180 dias, prazo que acabaria no fim deste mês.

“Ocorre que esses processos causam desgastes irreparáveis de imagem. Anos depois, quando são julgados improcedentes e geram absolvição, a imagem do acusado está irremediavelmente prejudicada”, emendou.

“Este é o caso da denúncia contra mim. Pela minha experiência como magistrado, é desta forma que avalio. Farei minha defesa com a certeza de que serei absolvido. Jamais pratiquei qualquer ato ilícito na minha vida. Este é um processo meramente político contra mim”, concluiu.

Desdobramento da Lava Jato
O governador afastado foi denunciado pelo Ministério Público Federal na operação Tris in Idem, desdobramento da Lava Jato no RJ que apontou corrupção na Saúde do estado.

A suspeita é de que o governador tenha recebido, por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher, Helena Witzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

Fonte: G1


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